União Europeia retoma investigação sobre fusão de Boeing e Embraer

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Divulgação: Embraer jato E195-E2

São Paulo – A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), retomou as investigações à fusão das fabricantes de aeronaves Boeing e Embraer, que estavam suspensas até o dia 6 de janeiro. O novo prazo para a conclusão do inquérito é 30 de abril.

A operação, avaliada em US$ 4,2 bilhões, já foi aprovada pelos Estados Unidos, Japão e alguns outros países menores como Montenegro. A UE abriu uma investigação no dia 3 de outubro no ano passado, e o prazo inicial de conclusão era até 20 de fevereiro de 2020.

A Comissão Europeia disse, na ocasião, estar preocupada “com o fato de a operação poder reduzir a concorrência no que se refere a aeronaves comerciais”.

Segundo a UE, a operação retiraria a Embraer como terceiro maior concorrente global do setor, já altamente concentrado, e levaria tempo até que outras empresas da China, Japão e Rússia, por exemplo, avancem no segmento. “A transação pode, portanto, resultar em preços mais altos e menos opções”.

A Boeing e a Embraer formarão duas joint ventures, uma no setor de defesa, a Boeing Embraer – Defense, com 51% de participação da fabricante brasileira de 49% da norte-americana. A outra, no segmento de aviação comercial, a Boeing Brasil – Commercial, terá 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer.