Subvariante BA.2 da Ômicron não é mais letal que cepa original, diz OMS

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São Paulo – A subvariante BA.2 da cepa Ômicron do coronavírus ainda não apresentou sinais de ser mais letal do que a original, segundo informações divulgadas pelo Grupo de Aconselhamento Técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“O grupo enfatiza que a BA.2 deve continuar a ser monitorada como uma sublineagem distinta da Ômicron pelas autoridades de saúde pública”, disse a entidade num comunicado publicado em seu site. “A BA.2 difere da BA.1 em sua sequência genética, incluindo algumas diferenças de aminoácidos na proteína Spike e em outras proteínas”, completou.
Segundo os especialistas, os estudos ainda estão em andamento para entender as razões dessa vantagem no crescimento proteico, mas os dados iniciais sugerem que a BA.2 parece inerentemente mais transmissível do que o BA.1, que atualmente continua sendo a sublineagem da Ômicron mais comum em circulação.
“Em nível global, a proporção de sequências relatadas designadas como BA.2 tem aumentado em relação ao BA.1 nas últimas semanas, no entanto, a circulação global de todas as variantes está diminuindo”, acrescentou a OMS.
Os Estados Unidos têm em média cerca de 81.823 casos de covid por dia, uma queda de 66% em relação há duas semanas, de acordo com um rastreador do New York Times, à medida que a onda de casos causados pela Ômicron continua a diminuir desde seu pico em janeiro.