Sem acordo, governo da Argentina congela preços por decreto até janeiro

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O presidente da Argentina, Alberto Fernández / Foto: Casa Rosada

Buenos Aires – Os preços de 1.432 produtos da cesta básica da Argentina serão congelados até o dia 7 de janeiro de 2022, no patamar de 1 de outubro, conforme estabelecido pelo governo nacional por meio de um decreto, após o fracasso das negociações com empresários.
O secretário de Comércio Interno do país, Roberto Feletti, disse à imprensa que o objetivo é “garantir pelos próximos 90 dias certa estabilidade nos preços para facilitar a expansão do consumo”, em meio à aceleração na inflação.
O governo informou que a lista acordada tem 1.432 itens, incluindo tanto marcas principais quanto produtos de pequenas e médias empresas. Por outro lado, a resolução garante que nas 23 províncias e na cidade autônoma de Buenos Aires a cesta necessariamente conterá os seguintes títulos: Armazém, Limpeza e Higiene e Cuidados Pessoais.
Segundo o governo, aumento injustificado de preços oscila entre 7% e 82% e “não são razoáveis ​​e não correspondem a variações recentes nas estruturas de custos de produção”.
Horas antes de a medida ser conhecida, o setor privado de empresários de alimentos rejeitou a proposta de congelamento de preços do governo nacional e qualificou-a de insustentável, uma vez que obrigará as empresas a produzir com prejuízo.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Argentina subiu para 52,5% em setembro em base anual, registrando aceleração em relação ao mês anterior, quando o índice registrou alta de 51,4%, conforme relatado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Na comparação mensal, o IPC subiu 3,5% em setembro, uma forte aceleração na comparação com o recorde de agosto de 2,5%, ultrapassando o “piso” de 3%, que vinha sendo registrado mensalmente. O índice, assim, acumulou nos nove meses do ano um acréscimo de 37%.
Tradução: Cristiana Euclydes