Repasse de preços mantém ações da Suzano em alta

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São Paulo, SP – A Suzano confirmou que irá promover novos aumentos de preço de celulose de fibra curta nos mercados onde atua. Na Ásia, o aumento será de US$ 20, na
Europa US$ 30 e na América do Norte US$ 40, o que evidencia que continua se verificando forte demanda e questões de oferta de difícil resolução no curto prazo, como gargalos logísticos e interrupções operacionais de forma global.

Para os analistas da Ativa Investimentos, a notícia da aplicação de novo reajuste é positiva para a companhia, cujas ações apresentam boa performance e continuam uma boa opção de compra para o investidor. Hoje, às 15h15, as ações da Suzano tinham alta de 4,90%, a R$ 47,86, na Bolsa de Valores de São Paulo.

Assim como a Ativa, o BTG Pactual também comentou sobre a demanda por commodities e as perspectivas para a retomada completa da economia chinesa após o fim de quase todos os lockdowns no país.

“Não existe nenhum problema de inflação relevante na China (CPI perto de 2%) e o banco central da China (PBOC) é provavelmente o único do mundo que tem algum espaço para
flexibilização, o que não deve ser ignorado pelos investidores”, aponta a análise do BTG.

Por fim, o BTG explica que a matemática dos analistas sugere que algumas ações estão descontando uma recessão e que a grande maioria das empresas de sua cobertura ainda seria barata mesmo diante de suposições de preços de longo prazo, o que ressalta o quão incrivelmente barato o setor está.

Para o Bank of America (BofA), a alta do preço da celulose é reflexo da oferta apertada, baixos estoques e demanda forte, o que deve manter o valor em patamares altos até o fim do ano. Na China, por exemplo, o preço da tonelada para madeira de fibra curta chegou a US$ 30.

“Os aumentos de preços continuam a ser absorvidos e tem havido pouca resistência por parte dos compradores que permanecem mais focados em garantir o fornecimento de matéria-prima”, explica a análise.