RADAR DO DIA: Petróleo em alta; Pão de Açúcar e Assai

São Paulo – As bolsas internacionais operam em alta após os primeiros resultados de empresas referentes ao terceiro trimestre sugerirem, em sua maioria, que as companhias estão conseguindo manter um bom desempenho apesar do fortalecimento da inflação e dos problemas na cadeia de produção.

Os preços do petróleo, no entanto, seguem em alta e acima de US$ 80 por barril, o que mantém alguns investidores temerosos de que isto pode impulsionar a inflação e diminuir a demanda no médio prazo.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro cobrou dos governadores a retirada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços(ICMS) sobre o gás de cozinha. “Eu zerei o imposto federal do gás de cozinha. Por que os governadores do PT e de partidos de esquerda não zeram o ICMS do gás de cozinha em seus estados?”, questionou o presidente.

Na live semanal, o presidente disse que buscou recursos no orçamento federal para cobrir a isenção dada ao gás de cozinha, visando baixar o preço do produto. “Eu me virei e arranjei. Zerei o imposto federal do gás de cozinha que estava acima de R$ 120 em média. Por que os governadores do PT, que tanto criticam, que o gás está caro não zeram o ICMS? Está caro porque teu imposto é alto. Zera teu imposto do gás de cozinha, dê exemplo”, afirmou.

Ainda em sua live, o presidente comemorou o volume de chuvas em outubro e disse que irá determinar ao ministro Albuquerque (Minas e Energia) a volta ao normal da atual bandeira tarifária a partir de novembro.

Em âmbito corporativo, o Assaí e o Grupo Pão de Açúcar celebraram uma transação, de até R$ 5,2 bilhões, envolvendo a conversão de 71 lojas Extra Hiper operadas pelo GPA em “cash & carry” do Assaí, localizadas em diversas regiões do Brasil.

A Minerva recebeu correspondência do seu acionista controlador VDQ confirmando o exercício e a conversão dos 46.722.759 bônus de subscrição de sua titularidade, passando a deter 141.554.787 ações ordinárias (23,7% do seu capital social).

O conselho de administração da Companhia Paranaense de Energia (Copel) aprovou o encaminhamento da proposta de reforma do seu estatuto social para deliberação da assembleia geral de acionistas visando a adesão ao Nível 2 de governança corporativa da B3.

A assembleia geral extraordinária da antiga BR Distribuidora a alteração da sua denominação social para Vibra Energia e, com isso, a partir de 22 de outubro, passará a negociar suas ações na B3 sob novo código “VBBR3”, em substituição do atual “BRDT3” e o nome de pregão passará a ser “VIBRA”, em substituição à “PETROBRAS BR”.

Os acionistas da CelgPar, companhia de energia do estado de Goiás, terão direito de preferência, na proporção de suas participações, para aquisição de ações da subsidiária de transmissão Celg T, por conta da venda de 100% de seu controle à EDP-Energias do Brasil, em leilão realizado ontem (14) na B3, com proposta, de R$ 1,977 bilhão, que representou ágio de 80,10% ante o preço mínimo de R$ 1,1 bilhão estabelecido no edital.

O conselho de administração do Itaú Unibanco aprovou o pagamento de de R$ 2,5 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP), sendo R$ 294,1 milhões em substituição ao dividendo mensal de novembro e de dezembro, a serem pagos no valor de R$ 0,015 por ação em 1 de dezembro de 2021 e 3 de janeiro de 2022. Outros R$ 2,199 bilhões, equivalentes a R$ 0,224868 por ação (líquido), serão pago na forma de JCP complementar, até 30 de abril de 2022.

A CPFL Energia concluiu, por meio da subsidiária Cone Sul, a aquisição de aproximadamente 66% do capital social total da Companhia Estadual da Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), celebrado, nesta data, entre as empresas e o estado do Rio Grande do Sul.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) disse que a escalada de 91,7% do preço do querosene de aviação (QAV) no segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado, e os sucessivos recordes de cotação do dólar em relação ao real neste ano, podem ameaçar uma retomada mais consistente da aviação comercial brasileira e vêm pressionando os preços das passagens.

O setor elétrico precisa olhar a previsibilidade do sistema e analisar possíveis interferências, considerando atual patamar dos preços de energia – em que o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) caiu para quase R$ 200 por megawatt-hora (MWh), enquanto a geração supera R$ 2 mil por MWh – por conta do cenário de escassez hídrica, devido ao despacho de usinas térmicas, disse o presidente da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, em evento do setor.