RADAR DO DIA: Juros nos EUA; PIB mundial; Congresso inicia ano legislativo

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Foto: Pexels

São Paulo, SP – Os índices futuros americanos abriram em queda e as bolsas europeias em alta. A semana começa com os investidores convencidos de que o início do ciclo de queda dos juros nos Estados Unidos vai demorar mais do que desejavam. Ontem, em entrevista à rede de TV CBS, o presidente do Federal Reserve (Fed,o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmou que o Fed continuará sendo prudente ao tomar suas decisões de política monetária.

“Queremos apenas um pouco mais de confiança antes de dar esse passo tão importante de começar a reduzir as taxas de juros. O Comitê de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) não será influenciado pelas eleições presidenciais deste ano ao tomar decisões sobre as taxas”, destacou Powell.

A perspectiva de cortes em maio esfriou após o forte resultado do relatório de emprego (payroll, sigla em inglês), que não inclui setor agrícola, divulgado na última sexta-feira (2). O país criou 353 mil vagas de trabalho. A estimativa dos analistas era a criação de 180 mil vagas. Em dezembro do ano passado os EUA criaram 216 mil novas vagas, acima da previsão de 170 mil. Com os novos dados, a taxa de desemprego ficou em 3,7% pelo terceiro mês seguido.

Para Thiago Lourenço, operador de renda variável da Manchester Investimentos, a divulgação do payroll reforçou a ideia de que o corte de juros, talvez, aconteça apenas no final do primeiro semestre ou até mesmo que os juros continuem elevados até o final do ano. A próxima reunião do Fed acontece no dia 20 de março.

O relatório preliminar de perspectivas econômicas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado hoje, diz que o PIB mundial vai crescer 2,9% em 2024 (revisado para cima, de 2,7% da previsão de novembro) e 3% em 2025
(inalterado em relação a novembro).

Espera-se que o crescimento anual do PIB nos Estados Unidos continue sustentado pelos gastos das famílias e por condições robustas no mercado de trabalho, mas deve moderar para 2,1% em 2024 e 1,7% em 2025. O crescimento do PIB na zona do euro é projetado em 0,6% em 2024 e 1,3% em 2025, com a atividade contida por condições de crédito restritas a curto prazo, antes de se recuperar à medida que os rendimentos reais se fortalecem

Por aqui, hoje foi divulgado os dados das transações correntes do balanço de pagamentos, que ficaram deficitárias em US$ 5,8 bilhões em dezembro de 2023, ante déficit de US$ 7,5 bilhões em dezembro de 2022. Na comparação interanual, o superávit comercial aumentou US$4,4 bilhões, mas houve incremento nos déficits em renda primária, US$2,2 bilhões, renda secundária, US$285 milhões, e serviços, US$190 milhões. No ano de 2023, o déficit em transações correntes somou US$28,6 bilhões (1,32% do PIB), ante US$48,3 bilhões (2,47% do PIB) em 2022.

As reservas internacionais somaram US$355,0 bilhões em dezembro de 2023, incremento de US$6,6 bilhões em relação ao mês anterior. O aumento decorreu, principalmente, de contribuições positivas de variações por preços, US$4,5 bilhões, e de variações por paridades, US$1 bilhão. As receitas de juros somaram US$669 milhões.

Em Brasília, hoje acontecerá a abertura do ano legislativo, em sessão solene do Congresso Nacional. Na ocasião, ocorrerá a leitura de mensagem a ser enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os temas e projetos considerados prioritários
pelo governo para este ano.

No setor corporativo, o Grupo Soma e a Arezzo&Co informaram que celebraram acordo de associação tendo por objeto a junção de seus negócios e a unificação das respectivas bases acionárias. A governança da nova companhia será comandada de maneira conjunta pelos atuais acionistas de referência da Arezzo&Co e do Grupo Soma. A companhia resultante adotará uma nova denominação social a ser definida de comum acordo.

Com a implementação da operação, a companhia alcança um faturamento próximo de R$ 12 bilhões (considerando os respectivos faturamentos brutos LTM apurados nos ITRs do terceiro trimestre de 2023) e passará a comercializar calçados, bolsas, itens de moda masculina, feminina e infantil, incluindo roupas e acessórios por meio de suas 34 marcas e mais 2 mil lojas, próprias e franquias.

A BB Seguridade divulgou hoje o balanço do quarto trimestre de 2023, com lucro líquido de R$ 2,1 bilhões, alta de 13,7% na comparação com o mesmo período de 2022. O resultado financeiro consolidado fechou em R$ 453 milhões, queda de 0,8% em relação ao último trimestre de 2022. A companhia aprovou a distribuição de R$ 2,455 bilhões a título de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos, referente ao lucro líquido apurado no 2º semestre de 2023, acrescido do saldo de dividendos prescritos relativos a exercícios passados. O montante por ação é equivalente a R$ 1,25548194703.

O BTG Pactual hoje o balanço do quarto trimestre de 2023, com lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 61% na comparação com o mesmo período de 2022. Em comparação ao ano fiscal de 2022, o lucro líquido foi de R$ 10,4 bilhões, alta de 25%. O retorno sobre patrimônio médio (ROAE) ajustado cresceu 6,7 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2022, fechando a 23,4%.