RADAR DO DIA: EUA suspendem teto da dívida; Payroll; PIB brasileiro forte

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Foto: FreeImages.com / Ben Shafer

São Paulo, SP – Os índices futuros americanos e as bolsas europeias abriram em alta. A semana termina com o imbróglio do endividamento dos Estados Unidos resolvido. Ontem, o Senado aprovou o projeto que suspende o teto da dívida de US$ 31,4 trilhões e impõe corta de gastos federais para evitar um calote nos credores dos EUA.

O projeto de lei suspende o teto da dívida até 1 de janeiro de 2025, em troca de cortes em programas domésticos e um limite de 3% para aumentos de gastos militares no ano fiscal de 2024.

Ontem foi divulgado a pesquisa ADP, com números de contratações do setor privado, excluindo o setor rural. Os EUA criaram 278 mil vagas em maio. Analistas esperavam a criação de 235 mil vagas. O número de vagas criadas em abril foi revisado para baixo, de 296 mil para 291 mil.

Hoje será a vez dos números do payroll. A previsão é de 190 mil empregos em maio, número inferior ao registrado em abril. Com os dados do emprego em mãos, além de outros índices, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai analisar se a política de aumentos dos juros está surtindo efeito no mercado de trabalho. Analistas acreditam que o Fed pode parar a atual escalada dos juros na próxima reunião, em 14 de junho.

Ontem, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a inflação continua alta, e que novos aumentos nos juros ainda devem acontecer. O BCE prevê que a inflação chegue à meta de 2% apenas no segundo semestre de 2025. Segundo Lagarde, é o núcleo da inflação que ainda impede a queda mais rápida do índice. “Não há evidências claras de que a inflação subjacente tenha atingido o pico. Até o momento, todas as medidas monitoradas pelo BCE ainda são fortes.”

Por aqui, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2023 animou os investidores e o Ibovespa fechou ontem com alta de 2,05%. O PIB aumentou 1,9% e cresceu 4% na comparação com o mesmo período do ano passado, puxado pelo agronegócio.

No setor corporativo, A Equatorial Energia confirmou ontem que tem avaliado os ativos do grupo Light dentro do processo natural de avaliação de oportunidades. O comunicado da companhia é uma resposta à matéria veiculada pela Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S.Paulo, intitulada: Equatorial contrata Rothschild para estudar ativos da Light.

O conselho de administração da Azul aprovou a outorga de garantia fidejussória na forma de fiança à emissão de debêntures de até R$ 600 milhões da sua subsidiária Azul Linhas Aéreas Brasileiras, aprovada em assembleia extraordinária, também realizada nesta quinta-feira. Os recursos líquidos obtidos com a emissão serão utilizados para pagamento de combustível à Raízen.

A Suzano concluiu a aquisição da totalidade das quotas detidas pela Kimberly-Clark Brasil na MMC Brasil, dona da marca “Neve”. O preço base da operação foi de US$ 175 milhões, sujeito aos ajustes usuais deste tipo de operação.

Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que 43% das empresas pretendem investir em 2023. Participaram do levantamento 504 empresas de diversos setores e portes. Do total das entrevistas, 28% responderam que não realizarão investimentos este ano, e 29% não sabem.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que apresentou um redesenho do programa de renúncias fiscais para venda de automóveis ao presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, que foi revalidado pelo presidente, e agora tramita pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços MDIC) e da Fazenda, para chegar à Casa Civil amanhã e ser editado por Medida Provisória até segunda-feira. Segundo o ministro, o impacto do programa será menor de R$ 2 bilhões, devido às mudanças implementadas.