PIB dos EUA é revisado para cima e cresce 4,1% no quarto trimestre de 2020

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São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 4,1% no quarto trimestre de 2020 em relação ao trimestre imediatamente anterior em termos anualizados, de acordo com a segunda leitura divulgada pelo Departamento do Comércio do país.

O dado revisou para cima a leitura preliminar, que havia mostrado alta de 4,0%, e ficou abaixo das previsões dos analistas, que esperavam avanço de 4,2%. O indicador mostra que o crescimento econômico desacelerou em relação ao terceiro trimestre, quando o PIB norte-americano cresceu 33,4% em base anualizada.

A revisão na segunda leitura do quarto trimestre reflete principalmente avanços no investimento fixo residencial, investimento em estoque privado e gastos do governo estadual e local, o que foi parcialmente compensados uma revisão para baixo nos gastos dos consumidores.

Segundo o Departamento do Comércio, “o aumento do PIB do quarto trimestre refletiu tanto a recuperação econômica continuada das quedas acentuadas no início do ano e o impacto contínuo da pandemia de covid-19, incluindo novas restrições e fechamentos que entraram em vigor em algumas áreas dos Estados Unidos”.

Os gastos pessoais com consumo tiveram alta de 2,4% no quarto trimestre em base anualizada (revisão de -0,1 ponto percentual ante a primeira leitura), após o aumento de 41,0% no terceiro trimestre. Os investimentos perderam força, passando de 86,36% para 26,5% (revisão de +1,2 pp), enquanto o total de gastos públicos caiu 1,1% (+0,1 pp), após a queda de 4,8% no terceiro trimestre.

O índice de preços para os gastos pessoais (PCE), usado pelo banco central norte-americano como referência para inflação, subiu 1,6% no quarto trimestre em base anualizada (revisão de +0,1 pp), após alta de 3,7% no terceiro trimestre. O núcleo do PCE, que exclui do cálculo preços de alimentos e energia, teve alta de 1,4% (sem revisão), após aumento de 3,4% nos três meses anteriores.

Em 2020 como um todo, o PIB caiu 3,5% (sem revisão), após a alta de 2,2% em 2019. A queda reflete diminuições nos gastos pessoais, exportações, investimento em estoque privado, investimento fixo não residencial e governos estaduais e locais, o que foi parcialmente compensado por aumentos nos gastos do governo federal e investimento fixo residencial. As importações diminuíram. .