IGP-DI acelera e sobe mais que o esperado em janeiro

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São Paulo, 5 de fevereiro de 2021 – O Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou fortemente a alta e subiu 2,91% em janeiro, após avançar 0,76% em dezembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou acima da mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de +2,70%. Com isso, o indicador acumula alta de 26,55% em 12 meses, resultado que também ficou acima da previsão, de +26,36%, ainda segundo o Termômetro CMA.

Entre os indicadores que compõem o IGP-DI, o Indice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou a alta de 0,68% em dezembro e subiu 3,92% em janeiro; o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) perdeu força e avançou 0,27%, de +1,07% no mês anterior, enquanto o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de +0,70% para +0,89%, no mesmo período.

No âmbito do IPA, o subíndice relativo aos bens finais desacelerou a alta de 1,62% em dezembro e subiu 0,79% em novembro, sendo que a maior influência veio do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,23% para -0,99%. O subíndice de bens intermediários ganhou força e passou de 1,60% no mês anterior para +2,88% no mês passado, enquanto o das matérias-primas brutas apagou a queda de 0,81% e saltou 7,29%, no período.

Nos itens de origem, ainda no âmbito do IPA, os produtos agropecuários também anularam totalmente a queda de 4,46% em dezembro e avançaram 3,25% em janeiro, enquanto os produtos industriais ganharam força e passaram de +2,97% para +4,20%, na mesma comparação.

No IPC, quatro das oito classes de despesa apresentaram decréscimo nas taxas de variação de preços, na passagem de novembro para dezembro, com destaque para os grupos Habitação (+2,87% para -1,16%) e Alimentação (+1,47% para +1,24%). Nessas classes de despesa, merece atenção o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (+11,93% para -6,69%) e carnes bovinas (de +2,99% para +0,94%).

Na construção civil, o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços desacelerou o ritmo de alta e subiu 1,26% em janeiro, de +1,34% em dezembro, enquanto o custo da mão de obra passou de +0,10% no mês anterior para +0,55% no mês passado.