Eurogrupo descarta retirada repentina de medidas de alívio

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O presidente do Eurogrupo, o irlandês Pascal Donohoe / Foto: União Europeia

São Paulo – O Eurogrupo (que reúne os ministros de Finanças da zona do euro) descartou uma interrupção em curto prazo de medidas de alívio pela pandemia do novo coronavírus, disse o presidente do grupo, Paschal Donohoe, em coletiva de imprensa.

“Não haverá nenhuma parada repentina”, disse Donohoe. “A política orçamentária geral continuará a apoiar a economia. Esse consenso me dá confiança de que podemos construir uma recuperação inclusiva e forte”, disse Donohoe.

As medidas de alívio incluem esquemas de desemprego temporários e linhas de empréstimos para empresas e países, além da suspensão dos limites de endividamento dos Estados.

Ele destacou, porém, que é imperativo voltar à sustentabilidade fiscal no momento certo, e que os países da zona do euro estão unidos nesta mensagem sobre a necessidade de “máximo cuidado” entre o equilíbrio das contas públicas e a necessidades de apoio a empregos e investimentos para que a crise seja superada.

Donohoe disse ainda que levará tempo até que a zona do euro saia da recessão, e reconheceu que há muito “trabalho que temos de continuar a fazer para apoiar a nossa recuperação”.

O chefe da União Europeia (UE) para Economia, Paolo Gentiloni, disse na mesma coletiva que “seria mais arriscado” para economia europeia retirar o apoio fiscal muito cedo do que muito tarde. “A transição deste estado excepcional para a nova normalidade é um desafio que requer uma boa gestão”.

Ele afirmou ainda que a atividade econômica europeia melhorou em junho e julho, mas a velocidade da recuperação desacelerou nas últimas semanas, com o avanço de casos de covid-19. “Prevemos que a maioria dos Estados membros não terá alcançado seus níveis de Produto Interno Bruto (PIB) anteriores à crise no final de 2021”.