Despesa cai, mas prejuízo da Gol soma R$ 2,26 bi no 1º tri

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São Paulo – A Gol Linhas Aéreas teve prejuízo de R$ 2,261 bilhões no primeiro trimestre – após lucro de R$ 35,2 milhões um ano antes -, mesmo diante de uma redução de 21,5% nas despesas operacionais da empresa na mesma comparação, para R$ 2,122 bilhões. A receita diminuiu 2,0%, para R$ 3,147 bilhões. Os resultados não foram auditados.

“Em decorrência da pandemia da covid-19, o trimestre, que caminhava para resultados recordes até meados de março, se deteriorou com rapidez devido a um cenário sem precedentes na indústria”, disse a Gol em um comunicado.

A Gol disse que tomou medidas de preservação de caixa – como redução de custos, novas condições de pagamento e postergações, e que isso, somado à desvalorização do real frente ao dólar, explica a maioria das variações observadas no resultado do primeiro trimestre.

A empresa disse que ao final de março registrou um consumo de caixa de aproximadamente R$22 milhões por dia, mas espera que esse volume caia para R$ 9 milhões por dia até o final de junho – menor que a média de R$ 12 milhões por dia indicada anteriormente para o segundo trimestre.

“A companhia estima que suas medidas de preservação de caixa implementadas durante março conservem aproximadamente R$ 2,4 bilhões ao longo de 2020, dos quais R$ 1,1 bilhão são reduções de despesas operacionais e R$ 1,3 bilhão são diferimentos de pagamento de fornecedores e bancos”, disse a Gol.

“Cerca de 6.200 funcionários aderiram ao programa de Licença Temporária não Remunerada (que varia de 30 a 90 dias, mantendo-se os benefícios) ou tiveram suspensão temporária do contrato de trabalho, no âmbito da MP 946”, acrescentou a Gol.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,439 bilhão no primeiro trimestre, aumento de 51,3% na comparação anual.

Ao final do primeiro trimestre, a dívida líquida da Gol somava R$ 11,607 bilhões, alta de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por ebitda, era de 2,4 vezes, ante 3,2 vezes no mesmo período de 2019.