Demanda de carga do sistema deve expandir 2,2% em junho, aponta ONS

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Foto: Baltazar gabka / freeimages.com

São Paulo – O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que a carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) terá alta de 2,2% ao final de junho, para 69.971 MW médios, indicando estabilidade ante a revisão anterior. Os dados foram informados hoje (23), no boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do ONS, da semana operativa entre os dias 24 e 30 de junho.

Por regiões, o Norte é o submercado com maior crescimento estimado, 14,3% (7.112 MWmed). Os percentuais de avanço para o Nordeste e o Sudeste/Centro-Oeste são de 6,9% (11.729 MWmed) e 0,2% (39.031 MWmed), respectivamente. A região Sul apresenta uma tendência contrária aos demais, com indicação de redução de 1,5% (12.099 MWmed). Os dados apresentados comparam as estimativas para o mês de junho de 2023, ante o mesmo período do ano passado.

O ONS indica que a Energia Natural Afluente (ENA) no Sudeste/Centro-Oeste, região que concentra 70% dos reservatórios do SIN, deve atingir o maior percentual entre todos os subsistemas ao final do mês: 94% da Média de Longo Termo (MLT). A segunda ENA mais elevada é estimada para o Norte, com 76% da MLT. Ao final do mês corrente, as projeções para Nordeste e o Sul são de 51% e 63%.

As perspectivas para a Energia Armazenada (EAR) seguem o padrão registrado na revisão anterior, com a possibilidade de todos os subsistemas registrarem índices superiores a 80%. O Norte (99,6%) e o Sul (88,0%) seguem apresentando as perspectivas mais elevadas. Para o Sudeste/Centro-Oeste, a EAR estimada é de 86,2% e, para o Nordeste, o índice está em 84,6%. Todos os índices mencionados são referências para 30 de junho.

O Custo Marginal de Operação (CMO) se mantém zerado em todos os subsistemas pela vigésima sexta semana consecutiva, padrão iniciado no final de dezembro de 2022. Ao longo de todos os primeiros seis meses de 2023, o CMO esteve com valor zero.