Consumidores veem inflação mais alta para o próximo ano, aponta pesquisa do BCE

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Eurotower, sede do Banco Central Europeu (BCE) em Frankfurt / Foto: BCE

São Paulo – O Banco Central Europeu (BCE) divulgou nesta sexta-feira os resultados da Pesquisa de Expectativas do Consumidor referentes ao mês de janeiro de 2024. Os dados revelam uma série de percepções e expectativas dos consumidores em relação à inflação, renda, consumo, mercado de trabalho, crescimento econômico, habitação e acesso ao crédito.

Inflação:

A pesquisa destacou que a taxa mediana de inflação percebida pelos consumidores nos últimos 12 meses diminuiu pelo quarto mês consecutivo, chegando a 6,0%, em comparação com os 6,9% registrados em dezembro de 2023. No entanto, as expectativas para os próximos 12 meses aumentaram ligeiramente, passando de 3,2% para 3,3%, enquanto para os próximos três anos permaneceram inalteradas em 2,5%. Apesar desse aumento nas expectativas, estas continuam abaixo da taxa percebida nos últimos meses.

Renda e Consumo:

Em relação à renda, as expectativas para o crescimento nominal permaneceram estáveis em 1,2%. Já as percepções de crescimento nominal dos gastos nos últimos 12 meses diminuíram para 6,6%, sendo este o seu nível mais baixo desde outubro de 2022. Para os próximos 12 meses, houve um aumento marginal nas expectativas de crescimento nominal dos gastos, passando de 3,6% para 3,7%.

Mercado de Trabalho e Crescimento Econômico:

As expectativas para o crescimento econômico nos próximos 12 meses foram menos negativas, com uma leitura de -1,1%, em comparação com -1,3% em dezembro. Além disso, as expectativas para a taxa de desemprego em 12 meses diminuíram para 10,9%, sugerindo uma estabilidade geral no mercado de trabalho. No entanto, os dados trimestrais mostram um aumento na probabilidade esperada de encontrar um emprego nos próximos três meses para os desempregados.

Habitação e Acesso ao Crédito:

Os consumidores esperam um aumento de 2,2% nos preços das casas nos próximos 12 meses, mantendo-se inalterado desde dezembro. Quanto ao acesso ao crédito, houve uma leve melhora percebida nos últimos 12 meses, e espera-se que esta melhora continue nos próximos 12 meses.