Bolsonaro se filia ao PL, mas não assume candidatura em 2022

Presidente Jair Bolsonaro discursa após cerimônia de posse do Ministro de Estado da Cidadania, Joao Roma, e do Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni e sanção da Lei da Autonomia do Banco Central. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro formalizou, nesta terça-feira, sua filiação ao PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto, envolvido no escândalo do mensalão no governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que o ato não significava o lançamento de candidaturas nas eleições de 2022, mas reconheceu ser uma formalidade para disputar o pleito.

“Não estamos lançando ninguém a cargo nenhum. A filiação é uma passagem para que possamos pleitear algo lá na frente”, disse Bolsonaro na abertura de seu discurso. Ao longo da fala, ele citou vários presentes e fez menção especial ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, saudado como “esperança para o estado de São Paulo”. O presidente gostaria de ver o ministro disputando o governo do estado no próximo anos.

Segundo Bolsonaro, em 2022 haverá mais candidatos do que em 2018, o que é bom para a democracia. Para ele, o PL deverá fazer composições nos estados. “A renovação é natural. Pode ser renovada até a Presidência da República. Faz parte da regra do jogo democrático. O que queremos é dada vez mais termos menos diferenças entre nós. Quem ganha com isso é o Brasil”, afirmou.

Entre os presentes os ministros Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Paulo Guedes (Economia), João Roma (Cidadania), Fábio Faria (Comunicações), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria-Geral) e Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o líder do governo Ricardo Barros (PP-PR), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), os senadores Jorginho Mello (PL-SC), Romário (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), além dos filhos de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Bolsonaro disse estar se sentido em casa, referindo-se aos vários parlamentares no evento. “Eu e o Valdemar não somos pessoas que vamos definir as coisas sozinhos. Em grande parte, a nossa visão vai passar por vocês. Nós queremos compor e, com essa composição, fazer o melhor para o Brasil”, afirmou.

Ao saudar Bolsonaro, Costa Neto afirmou que o partido tem a responsabilidade de “empunhar as bandeiras de sua obra à frente de um governo que nunca se intimidou”. Bolsonaro afirmou que o futuro do país está nas mãos de seu governo e seus aliados. “Nós tiramos o Brasil da esquerda. Olhem para onde estamos indo, olhem para onde foram certos países, como a Venezuela. Nós não queremos isso”, completou.