Bolsa fecha em alta e aos 129 mil pts; bancos sobem

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São Paulo, 20 de fevereiro de 2024 – A Bolsa fechou em alta de 129,916 pontos. Isso refletiu o bom desempenho dos bancos e small caps, mas as commodities limitam ganhos do índice devido ao cenário. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4)) fecharam em queda, enquanto Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC3 e BBDC4) encerram em alta.

O principal índice da B3 subiu 0,24%, aos 129.916,11 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em abril teve alta de 0,66%, aos 131.975 pontos. A máxima foi de 129.916,11 pts. O giro financeiro foi de R$ 28,3 bilhões.

Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, disse que o Ibovespa sobe à revelia do exterior e Vale e empresas ligadas ao minério impedem um avanço mais expressivo.

“O Ibovespa consegue sustentar alta, só não é maior por mineração e siderurgia que sofrem com a queda do minério de ferro por conta da China que por mais que tenha cortado a taxa de juros de longo prazo [cinco anos] mais que se pressupunha [esperava-se que de 4,2% fosse para 4,1% e foi pra 3,95%, mas não cortou as taxas de curto prazo, faltou estímulos fiscais, o que prejudicou a percepção de combate à desaceleração desse crescimento chinês e esbarra nas commodities, em especial em minério de ferro que puxa Vale pra baixo e por isso o Ibovespa não consegue ter uma alta tão exuberante como o índice de small caps, incorporação vai bem, bancos voltam a subir e cíclicas domesticas têm bom desempenho”.

Bruno Komura, analista da Potenza Investimentos, disse que o setor bancário impulsionada a Bolsa mesmo com queda das commodities e bolsas americanas.

“Hoje não tem notícia relevante para bancos, apenas o Goldman [Sachs] subiu a recomendação de Bradesco de venda para neutro e está ajudando, mas os outros não tiveram nada específico. As commodities são puxadas para baixo pela China, a gente poderia estar melhor, mesmo com o mercado americano para baixo”.

O dólar comercial fechou em queda de 0,61%, cotado a R$ 4,9308. A moeda refletiu, ao longo da sessão, a animação do mercado com o corte de juros na China.

O Banco do Povo da China (Pboc, o banco central do país) anunciou, nesta madrugada, o corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa de juros para cinco anos, que foi a 3,95%. A projeção era um corte de 0,15 p.p.

De acordo com o sócio da Top Gain Leonardo Santana, estamos vendo um fluxo intenso para o Brasil: “Estamos dependendo da China. Quanto mais ela estiver melhor, o Brasil se beneficia. Quebramos o suporte de R$ 4,95”, opina.

As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecham em queda, acompanhando os Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano).

Os juros projetados dos Treasuries dos Estados Unidos operam em queda, com os investidores manifestando incerteza sobre as perspectivas para a economia. Os mercados voltam hoje depois do feriado do dia do Presidente, celebrado ontem.

Com Camila Brunelli e Soraia Budaibes / Agência CMA