Biden e Sunak assinam pacto de cooperação econômica

677
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden / Foto: Casa Branca

São Paulo – Em uma coletiva de imprensa conjunta realizada na Casa Branca, o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak e o presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciaram a assinatura da “Declaração do Atlântico”, um conjunto de miniacordos que tem como objetivo fortalecer a segurança econômica frente às ameaças representadas pela Rússia e pela China.

O acordo abrange diversas áreas estratégicas, como inteligência artificial, minerais críticos, energia limpa e segurança. Além disso, as duas nações também se comprometeram a realizar pesquisas conjuntas em áreas como quântica, semicondutores e inteligência artificial.

Sunak, que estava no final de sua viagem aos Estados Unidos nesta semana, elogiou o acordo como uma “nova parceria econômica para uma nova era, de um tipo que nunca foi fechado antes”. Durante a coletiva, ele ressaltou o comprometimento de 14 bilhões de euros em novos investimentos dos EUA no Reino Unido.

“Não há nenhuma questão de importância global, nenhuma, que nossas nações não estejam liderando juntas e onde não estejamos compartilhando nossos valores comuns para melhorar as coisas”, disse Biden aos jornalistas.

Questionado sobre um possível acordo comercial entre os países, prometido ao seu partido durante o mandato de Donald Trump, Sunak respondeu: “Sei que algumas pessoas se perguntam que tipo de parceiro a Grã-Bretanha seria depois que deixarmos a UE. Eu diria: julgue-nos por nossas ações. Estamos mais comprometidos com nossos valores do que nunca, um aliado confiável como sempre, um destino de investimento atraente como sempre.”

Um documento divulgado pelo governo britânico destacou que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos iniciariam negociações para permitir que minerais utilizados em veículos elétricos, extraídos no Reino Unido, recebessem benefícios fiscais conforme previsto na Lei de Redução da Inflação de Biden.

Segundo o comunicado, Biden solicitará ao Congresso a classificação do Reino Unido como uma “fonte doméstica” dentro da Lei de Produção de Defesa dos EUA, o que proporcionaria condições mais favoráveis aos fornecedores britânicos.