Yduqs vê cenário positivo para aquisições e fusões em 2021 e 2022

São Paulo – Apesar das dificuldades do setor de educação em função da pandemia, o que refletiu em prejuízo para a Yduqs no quarto trimestre de 2020, a empresa afirmou que segue vendo o movimento de aquisições e fusões como uma alavanca de crescimento e que pode continuar ocorrendo este ano e no ano que vem.

“Vemos fusões e aquisições como uma alavanca relevante, muita gente está precisando de ajuda para manter o seu legado no setor e quer se associar com alguém mais forte”, disse o diretor presidente da Yduqs, Eduardo Parente Menezes, em teleconferência com analistas sobre os resultados financeiros. No entanto, o executivo não citou nenhuma negociação específica em andamento, embora diga que sempre conversam.

A empresa também afirmou que o cronograma de captura de sinergias das aquisições feitas recentemente segue dentro do esperado. No caso da Adtalem, já foram capturados R$ 71 milhões de maio ao fim do ano de 2020, sendo que a previsão é que possam ser obtidos de R$ 170 a 230 milhões até 2024.

Já no caso da aquisição da Athenas, cerca de R$ 7 milhões foram capturados e são esperados R$ 60 a R$ 80 milhões até 2027, com o cronograma sendo mais longo em função do tempo de maturação de vagas de Medicina.

ENSINO DIGITAL

A empresa também segue acelerando seus planos no ensino digital e disse que a abertura de pólos de ensino digital, para capturar alunos, está mais acelerado que o previsto.

Antes a Yduqs previa que chegar entre 1.900 e 2.100 polos em 2023, mas está atingindo este patamar já agora, passando a esperar que ultrapasse os 2.500 polos em breve.

“A quantidade de polos no futuro depende da nossa capacidade de ser cada vez mais leve, os polos são pontos de captação local. Em cada marca e cada município calculamos quantos polos cabem e o digital exige uma presença na ponta super leve, sem grandes custos”, disse o vice-presidente de ensino digital, José Aroldo Alves Júnior.