XP espera temporada de resultados fraca devido à economia

Por: Allan Ravagnani

São Paulo – A XP Investimentos divulgou relatório de prévias no qual prevê uma temporada de resultados relativamente fraca, “reflexo do cenário desafiador para a atividade econômica, que impacta as empresas domésticas”.

Segundo a casa de análise, mesmo após um segundo trimestre apontando para uma leve recuperação, é esperada que a atividade econômica brasileira perca um pouco de dinamismo, decorrente principalmente da menor pujança dos setores de consumo de bens duráveis, de setores de serviços centrais, tais como transportes, e da persistente fragilidade da indústria brasileira.

VAREJO

A XP espera que o setor de varejo mostre tendências semelhantes às observadas no trimestre anterior, ainda impactado negativamente pela economia e poucos sinais de retomada no consumo.

As empresas de comércio eletrônico devem ser o destaque positivo, com aceleração do crescimento de vendas e consequente ganho de participação de mercado para B2W e Magazine Luiza. Por outro lado, Via Varejo deve ser o destaque negativo, impactada pelo processo de reestruturação da empresa, após a recente mudança na gestão.

Nos shoppings não se espera surpresas positivas. O crescimento de receitas deve ser tímido, resultado da atividade econômica fraca e de pouco espaço para redução de descontos para lojistas e expansão significativa de vendas.

Na Ambev o trimestre deve ser “suave”, com o volume de cerveja no Brasil crescendo 1,5% no ano contra ano. Além disso, a contínua demanda enfraquecida e ambiente de preços desafiador devem pesar nos resultados das siderúrgicas mais uma vez.

TRANSPORTES

Dentro do setor de transportes, uma safra positiva de resultados por parte das locadoras de veículos, que deverão apresentar mais um trimestre com crescimento sequencial de volumes e um grau moderado de alavancagem operacional em média.

Nas companhias aéreas, mais um trimestre saudável. Apesar da tendência positiva, os custos deverão vir marginalmente pressionados por conta da desvalorização do real em relação ao dólar.

CARNES

Sobre as exportadoras, um trimestre forte para os frigoríficos com preços e exportações mais altos, enquanto o setor de carne bovina nos Estados Unidos deve ser o destaque positivo para as empresas que possuem exposição à região.

MINERAÇÃO

As mineradoras devem registrar números sólidos com volumes e preços fortes de minério de ferro, embora os preços mais altos do frete afetem os custos. Do lado negativo, o setor de papel e celulose deve continuar sendo impactado por preços de celulose deteriorados e custos ainda elevados. 

ELÉTRICAS

Por fim, nas elétricas, os resultados das geradoras devem ser impactados negativamente por uma combinação de cenário hidrológico mais adverso e preços menores do que esperado de energia de curto prazo.

Nas distribuidoras de combustíveis, resultados melhores com base nos dados de revenda para postos. Por fim, a Petrobras deve reportar  resultados ligeiramente mais fracos, dado que o aumento de produção de petróleo com a entrada de novas plataformas foi compensado por um menor preço do petróleo de US$ 62/barril contra US$ 68,5/barril no 2T19.

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