Vendas no varejo caem menos que esperado em março

Foto divulgação: Sebrae

São Paulo – As vendas do comércio varejista restrito, que excluem veículos e material de construção, recuaram 2,5% em março em relação a fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi menor que a previsão, de 3,3%, conforme mediana calculada pelo Termômetro CMA.

Já na comparação com março de 2019, as vendas no varejo interromperam 11 resultados positivos consecutivos e caíram 1,2%, um pouco menos que a previsão de queda de 1,00%. Até março, as vendas do varejo restrito acumulam altas de 1,6% no ano e de 2,1% nos últimos 12 meses.

Segundo o IBGE, seis das oito atividades pesquisadas registraram queda da atividade em base mensal. Contudo, o instituto destaca que as altas nos segmentos de hipermercados e supermercados (+14,6%) e artigos farmacêuticos (+1,3%) limitaram as perdas do varejo no período. Ambos foram os dois únicos setores com avanços frente a fevereiro.

Na outra ponta, apresentaram resultados negativos os segmentos de tecidos, vestuário e calçados (-42,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (-36,1%) outros artigos de uso pessoal e doméstico (-27,4%); móveis e eletrodomésticos (-25,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,2%); e combustíveis e lubrificantes (-12,5%).

Com isso, o IBGE destaca que o isolamento social devido à pandemia teve impactos distintos. Ainda assim, o instituto observa que 43,7% das empresas citaram o coronavírus como principal causa da variação detectada nas receitas de vendas.

Na comparação com março de 2019, a queda no volume de vendas das empresas que relataram impacto da Covid-19 em suas atividades foi de -23,0%, enquanto a retração das que não reportaram qualquer impacto da quarentena em suas receitas cresceu 1,5%, na mesma comparação. Com isso, o recuo de 1,2% em base anual reflete a influência das receitas das empresas que relataram algum impacto devido ao Covid-19 nesse indicador, sendo o impacto negativo de -2,6 ponto percentual (pp), enquanto a influência das que não relataram qualquer impacto foi de +1,4 pp.