Venda da TAG impacta fortemente e lucro soma R$ 18,866 bi no 2T

Por Leandro Tavares

São Paulo – O lucro líquido da Petrobras cresceu 87,31% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 18,866 bilhões. Analistas consultados pela Agência CMA previram, em média, um resultado líquido de R$ 9,4 bilhões.

De acordo com a estatal, o lucro no trimester foi fortemente impactado pela venda da Transportadora Associada de Gás (TAG). Desconsiderando-se os efeitos não recorrentes, o lucro líquido teria sido de R$ 5,2 bilhões e o ebitda ajustado R$ 33,4 bilhões.

A receita líquida da companhia diminuiu 14,02% na mesma base de comparação, para R$ 72,567 bilhões, ficando abaixo da previsão do mercado, de R$ 88,7 bilhões.

O ebitda ajustado subiu 8,59% no segundo trimestre, para R$ 32,651 bilhões, acima da estimativa de analistas, de R$ 31 bilhões. O ebitda ajustado leva em consideração o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, participações em investimentos, reduções no valor recuperável de ativos (impairment), o resultado com alienação e baixa de ativos e remensuração nas participações societárias.

O lucro líquido da área de Refino – a maior divisão da Petrobras em termos de receita – diminuiu 78,67% no período, para R$ 1,122 bilhão, quando comparado um ano antes. Na divisão de exploração e produção (E&P), o lucro líquido cresceu 18,95% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 13,789 bilhões.

Durante o segundo trimestre, a Petrobras diminuiu os investimentos em 77,01% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 2,6 bilhões, e reduziu o fluxo de caixa livre em 31,14%, para R$ 11,274 bilhões.

O endividamento líquido da companhia somava R$ 320,654 bilhões ao fim do segundo trimestre – 12,9% a mais do que igual período de 2018, ou o equivalente a 2,69 vezes o ebitda ajustado da Petrobras nos últimos 12 meses.

Até o final de julho, os desinvestimentos somam US$ 15 bilhões, com destaque para as transações da TAG, da BR Distribuidora – primeira privatização via mercado de capitais na história do Brasil -, na qual a Petrobras ficou ainda com 37,5% do capital da BR.

O programa de desligamento voluntária (PDV) da companhia focado em aposentados e aposentáveis já contava com 1.560 adesões até o final de julho, com vários empregados já em processo de desligamento da companhia.

A estatal anunciou ainda a revisão da meta de capex de 2019 para um intervalo entre US$ 10 e 11 bilhões, de US$ 16 bilhões previstos anteriormente, refletindo as postergações de projetos, otimizações e a premissa de não mais considerar nos seus investimentos o pagamento das equalizações referentes à unitização de campos.

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