Usiminas tem bons dados no 2T21 e avalia mudança em dividendos

São Paulo – Os analistas do BTG Pactual avaliaram como sólidos os números apresentados pela Usiminas no balanço do segundo trimestre deste ano e reiteraram a compra das ações da empresa.

“A Usiminas apresentou um conjunto impressionante de resultados no 2T21, amplamente em linha com nossas expectativas. O ebitda recorrente ficou em R$ 3,53 bilhões (excluindo um ganho tributário de ~ R$ 1,5 bilhão), 46% maior na comparação trimestre e amplamente em linha com nossa projeção (+ 2% acima), impulsionado por aumentos sequenciais de dois dígitos em ferro preços do minério e do aço”, disse o BTG Pactual.

Para a Guide Investimentos a melhora operacional da empresa é decorrente do bom momento vivido pela siderurgia, com demanda elevada e preços em alta.

“Esperamos um segundo semestre ainda com bons números para o setor e vemos a Usiminas com capacidade de realizar pagamento de dividendos no segundo semestre, visto que a companhia está net cash (o caixa maior que dívida bruta)”, disse o analista Luis Sales.

Às 13h36 (horário de Brasília) as ações da Usiminas registravam leve alta de 0,67%, a R$ 20,98, no movimento inverso dos papéis do setor, que apresentam forte queda hoje com os preços do minério de ferro na China.

REFORMA TRIBUTÁRIA E DIVIDENDOS

O vice-presidente de finanças da Usiminas, Alberto Ono, disse que a empresa manterá com a política de pagamento de 25% em dividendos aos acionistas, mas que está atenta a mudanças com a reforma tributária.

“Esse é um ponto de discussão com o conselho de administração. Até porque vemos essa questão da mudança da tributação e estamos acompanhando atentamente. No presente momento, a gente pretende seguir com a política atual, com o payout de 25%, mas é claro a gente vai acompanhando a evolução da questão tributária e conversando cum pouco com nosso conselho se poderemos ter outra ação nesse sentido”, disse o executivo em teleconferência para apresentação dos resultados do segundo trimestre deste ano.

PREÇOS

Em relação aos preços do mercado, o vice-presidente comercial Miguel Homes disse que o ambiente atual é de estabilidade, mas que uma alta no curto prazo é esperada.

“Hoje a gente está na estabilidade no preço do mercado. Mas com as recentes notícias podemos esperar um aumento do preço internacional no curto prazo derivado as restrições das ofertas nas importações”, explicou.

RECEITAS

O vice de finanças Alberto Ono explicou que o foco da Usiminas permanece na disciplina de capital e no financiamento do programa de capex com geração de caixa. Ele cita que empresa possui R$ 1,5 bilhões para investimentos e alguns
compromissos para os próximos anos, como o projeto de reforma do Alto Forno 3.