UE e EUA concordam com pacote modesto de redução de tarifas

234
bandeira EUA UE
Foto: Divulgação/ Serviço Audiovisual da União Europeia (UE)

São Paulo – A União Europeia (UE) e os Estados Unidos concordaram com um pacote modesto de redução de tarifas, o primeiro em mais de duas décadas, que inclui a eliminação de taxas sobre lagostas norte-americanas e o corte de 50% sobre US$ 160 milhões em produtos europeus.

O acordo foi anunciado em um comunicado conjunto pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e o chefe de Comércio da UE. O pacto “aumentará o acesso ao mercado de centenas de milhões de dólares em exportações dos EUA e da UE”.

Sob o acordo, a UE eliminará as tarifas sobre importações de lagosta viva e congelada dos Estados Unidos, que ultrapassaram US$ 111 milhões em 2017. As tarifas serão eliminadas de forma retroativa desde primeiro de agosto por um período de cinco anos, e depois se tornarão permanentes.

Além disso, os Estados Unidos reduzirão em 50% suas tarifas sobre alguns produtos exportados pela UE com um valor comercial médio anual de US$ 160 milhões, como refeições preparadas, copos de cristal, preparações de superfície e isqueiros.

“Como parte da melhoria das relações UE-EUA, este acordo mutuamente benéfico trará resultados positivos para as economias dos Estados Unidos e da União Europeia. Pretendemos que este pacote de reduções tarifárias marque apenas o início de um processo que levará a acordos adicionais que criem um comércio transatlântico mais livre, justo e recíproco”, disseram Lighthizer e Hogan.

Os valores do pacote acordado são modestos se comparado com as tarifas que os Estados Unidos aplicam a US$ 7,5 bilhões em produtos da UE, como parte da disputa de longa data sobre subsídios à Airbus, além das taxas de 25% ao aço e de 10% ao alumínio europeu.

A UE, por sua vez, mantém em vigor tarifas de 25% a US$ 3 bilhões em produtos norte-americanos, e aguarda a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a legalidade dos subsídios dos Estados Unidos à Boeing.