UE anuncia metas de digitalização até 2030, incluindo fabricar mais chips

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São Paulo – A União Europeia (UE) definiu um plano para acelerar a digitalização de sua economia até 2030, com metas que incluem ampliar sua participação de mercado na produção de semicondutores, entre outras, visando alcançar a soberania digital.

“A ambição da UE é ser digitalmente soberana em um mundo aberto e interconectado”, incluindo abordar vulnerabilidades e dependências, bem como acelerar o investimento. Segundo a UE, em comunicado, a transição digital é fundamental para alcançar uma economia neutra para o clima, circular e resiliente.

Sob o plano, em 2030, a produção de semicondutores de ponta e sustentáveis na Europa deve representar 20% da produção mundial. O anúncio vem enquanto o setor automotivo europeu enfrenta uma escassez de chips, destacando a dependência da região da produção dos Estados Unidos e da Ásia.

Além disso, o plano prevê que até 2030 a Europa terá seu primeiro computador quântico; todas as áreas povoadas da UE serão cobertas por 5G; nova infraestutura digital neutra para o clima será implementada e todos os serviços públicos mais importantes estarão disponíveis online.

A inciativa será financiada como parte do pacote de recuperação econômica da UE de 1,8 bilhões de euros. Segundo o comunicado, nos seus planos de Recuperação e Resiliência, os Estados membros estão empenhados em dedicar pelo menos 20% à prioridade digital.

Além disso, a UE trabalhará por sólidas parcerias digitais internacionais, e destacou a importância de a importância de investir “na melhoria da conectividade com os parceiros externos da UE”, por exemplo através da criação de um Fundo de Conectividade Digital.

“A Europa hoje tem uma oportunidade única de reconstruir melhor. Com o novo orçamento plurianual e o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, mobilizamos recursos sem precedentes para investir na transição digital”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Segundo ela a pandemia expor a importância de tecnologias e habilidades digitais. “Temos agora de fazer esta Década Digital da Europa para que todos os cidadãos e empresas possam ter acesso ao melhor que o mundo digital pode oferecer”, concluiu.