Trump condena violência no Capitólio e não comenta segundo impeachment

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no hospital Walter Reed / Foto: Casa Branca

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou a violência vista no Capitólio na semana passada e pedir paz e respeito às leis em manifestações que estão sendo preparadas para a posse do presidente eleito Joe Biden, em 20 de janeiro. Trump não comentou a aprovação do segundo impeachment contra ele na Câmara dos Deputados.

“Eu condeno inequivocadamente a violência que vimos na semana passada. Violência e vandalismo absolutamente não têm lugar no nosso país. Fazer os Estados Unidos grandes de novo sempre teve haver com defender o Estado de Direito”, disse Trump, em vídeo publicado após a provação do impeachment.

No dia 6 de janeiro, apoiadores de Trump invadiram o Capitólio, depois que o presidente norte-americano pediu que as pessoas fossem até o local para contestar os resultados da eleição de novembro, onde Biden saiu vitorioso. Os democratas da Câmara acusaram Trump de incitar insurreição, e o impeachment foi aprovado ontem também com apoio de republicanos.

No vídeo, Trump disse que os responsáveis pela violência no Capitólio serão punidos. A invasão ao Congresso deixou ao menos quatro mortos e levou 78 pessoas à prisão.

Trump disse ainda que manifestações adicionais estão sendo preparadas em Washington e em outras cidades do país nos próximos dias, e pediu a seus apoiadores que acalmem os nervos e promovam a paz, acrescentando que as forças de segurança nacionais vão usar os recursos necessários para manter a ordem e garantir uma transição sem incidentes.

“Cada norte-americano deve ter sua voz ouvida de forma respeitosa e pacífica, este é o direito da primeira emenda. Mas devo enfatizar que não deve haver violência, violação de lei e vandalismo de qualquer tipo. Todos devem seguir nossas leis e obedecer às instruções de garantia da lei”.

Por fim, Trump disse que é preciso avançar com os interesses de toda nação, como liberar vacinas contra covid-19, derrotar a pandemia, levantar a economia, garantir a segurança nacional e o estado de Direito, “juntos, como um povo norte-americano”.