Trump concede perdão a 143 nomes, incluindo Steve Bannon

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O ex-presidente norte-americano, Donald Trump, caminha nos corredores da Casa Branca acompanhado da ex-primeira-dama Melania / Foto: Casa Branca

São Paulo – O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou seu último dia de mandato para emitir uma série de perdões, recompensando aliados de longa data e celebridades que o apóiaram, incluindo seu ex-estrategista-chefe, Steve Bannon, e o ex-arrecadador de fundos Elliott Broidy.

A Casa Branca divulgou a lista de 143 indultos esta noite, depois de um dia inteiro de deliberações. Dentre os nomes, 18 foram endossados escritório do Departamento de Justiça, que analisa os pedidos de perdão, enquanto o restante foi recomendado por uma série de líderes políticos, reformadores da justiça criminal e outros aliados do presidente.

Um dos nomes mais controversos é o de Steve Bannon, acusado em agosto de ter conexão com um suposto esquema para desviar dinheiro de uma campanha de crowdfunding para construir um muro ao longo do sul dos Estados Unidos. Bannon se declarou inocente e foi libertado após concordar com uma fiança de US$ 5 milhões enquanto aguarda o julgamento.

Bannon foi destituído de seu cargo sênior de estrategista-chefe na Casa Branca após sete meses. Ele e o presidente estão em desacordo há anos, e Bannon, no livro “Fire and Fury” de Michael Wolff, em 2018, chamou o comportamento do filho do presidente, Donald Trump Jr., de “traidor” e chamou sua filha Ivanka de “burra como um tijolo. ”

Posteriormente, Trump disse que Bannon havia “perdido o juízo”. Nos últimos meses, Bannon apoiou os esforços do presidente para reverter os resultados eleitorais.

Apesar das controvérsias, a Casa Branca disse em comunicado que Bannon “tem sido um líder importante no movimento conservador e é conhecido por sua perspicácia política”.

Além dele, a lista inclui o rapper Lil Wayne, que se encontrou com o presidente em outubro e em dezembro se confessou culpado de uma acusação federal de porte de arma, um ex-major democrata de Detroit condenado por corrupção e Kenneth Kurson, amigo próximo de Jared Kushner, genro do presidente, que foi acusado em outubro de perseguir três pessoas e assediar outras duas.

Desde as eleições, Trump vem concedendo clemência a dezenas de pessoas, entre elas, seu presidente de campanha de 2016, Paul Manafort e seu conselheiro político de longa data Roger Stone.

No entanto, não estavam na lista alguns dos perdões mais polêmicos que o presidente considerou nos últimos meses. Trump havia cogitado conceder clemência para si mesmo e seus filhos, mesmo não sendo alvos de nenhuma investigação federal no momento.

Ele também considerou perdoar seu advogado pessoal, Rudy Giuliani. Os negócios de Giuliani na Ucrânia têm sido o foco dos promotores federais em Manhattan.