Trump alerta Irã sobre uso de violência contra manifestantes

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/ Casa Branca

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou ao Irã sobre o uso de violência contra os manifestantes que tomam as ruas de Teerã, e disse que não se importa se os líderes iranianos quiserem negociar, pois isso depende deles.

“O assessor de Segurança Nacional sugeriu que as sanções e protestos ‘sufocaram’ o Irã e vão forçá-lo a negociar. Na verdade, eu não poderia ligar menos se eles negociam. Depende totalmente deles, mas não há armas nucleares e ‘não mate seus manifestantes'”, disse Trump, em uma publicação ontem no Twitter.

Antes da mensagem, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, disse que a campanha de pressão máxima dos Estados Unidos contra o Irã está funcionando, e que “o Irã está sendo sufocado e não terá outra escolha senão vir à mesa” de negociações, em uma entrevista à “Fox News”.

Trump também repediu o apelo que havia feito em outras mensagens publicadas desde sábado, pelo fim do uso da violência contra manifestantes em Teerã, que tomam as ruas para protestar após o governo iraniano ter admitido que derrubou por engano e matou 176 pessoas a bordo de um avião de passageiros na semana passada.

“Para os líderes do Irã – não matem seus manifestantes. Milhares já foram mortos ou presos por vocês, e o mundo está assistindo. Mais importante, os Estados Unidos estão assistindo. Ligue novamente a internet e permita que os repórteres circulem gratuitamente! Pare a matança de seu grande povo iraniano!”, disse Trump ontem.

“Para o povo do Irã, corajoso e que sofre há muito tempo: estou do seu lado desde o início da minha presidência e minha administração continuará ao seu lado. Estamos acompanhando de perto seus protestos e somos inspirados por sua coragem”, afirmou o presidente, no sábado.

“O governo do Irã deve permitir que grupos de direitos humanos monitorem e reportem fatos sobre os protestos em andamento pelo povo iraniano. Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos, nem um desligamento da internet. O mundo está assistindo”.