Troca da dívida externa da Argentina consegue 93,5% de adesão

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A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, o presidente do país, Alberto Fernández, e o ex-ministro da Economia argentino Axel Kicillof. (Foto. Divulgação/Frente de Todos)

Buenos Aires – O presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou que o resultado da reestruturação da dívida externa com credores privados atingiu 93,5% de adesão.

O prazo para os detentores de títulos emitidos no valor de US$ 65 bilhões confirmarem a entrada na troca da dívida venceu na sexta-feira. De acordo com o cronograma, na próxima sexta-feira, dia 4 de setembro, quem entrar na operação terá os novos títulos creditados em suas contas.

Com o resultado de 93,5% de adesão, a cláusula coletiva é acionada e 99% da dívida é reestruturada. Segundo o ministro da Economia, Martín Guzmán, isso significará um alívio de US$ 37,7 bilhões na próxima década e uma redução na taxa de juros de 7,00% para 3,07%.

“Queremos que a sustentabilidade da dívida seja uma política de Estado, não uma política de governo”, disse Guzmán depois que Fernández deu início ao evento com um breve discurso de abertura. “Nos últimos dias, trabalharam as condições de uma oferta”, e a aceitação massiva da mesma deu-se por “um processo de diálogo” com os credores.

Por outro lado, o presidente argentino destacou ainda o início das negociações da dívida que o país mantém com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e disse que o acordo será enviado ao Congresso para aprovação. “Algo que eles nunca fizeram e está alinhado com o cuidado da Argentina”, além de “se proteger de dívidas insustentáveis, para que essas situações de grandes dívidas nunca se repitam”.

Além disso, Guzmán antecipou que o projeto de Lei do Orçamento será enviado ao Congresso nas próximas semanas e “será estabelecido que o déficit fiscal do próximo ano ficará em torno de 4,5% do PIB [Produto Interno Bruto]”.

Tradução: Carolina Gama