Tesouro nega a extensão de programas do Fed implementados na crise

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Prédio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Washington. Foto: Divulgação/ Federal Reserve

São Paulo – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos se negou a estender para além de 31 de dezembro vários programas de empréstimos que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) implementou para mitigar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

“Os programas de crédito corporativo, empréstimos municipais e o programa do Main Street do Fed não serão renovados”, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em uma carta enviada para o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell.

A decisão acontece depois que Powell indicou, no início da semana, que não achava apropriado permitir que os programas expirassem.

DEVOLUÇÃO DOS RECURSOS

Mnuchin pediu ainda que o Fed devolva mais de US$ 400 bilhões em fundos não utilizados do pacote de alívio à pandemia do novo coronavírus de março, conhecido como Lei Cares, para que o Congresso possa reapropriá-lo para fornecer uma nova rodada de estímulo.

““Isso permitirá ao Congresso reapropriar US$ 455 bilhões, consistindo em US$ 429 bilhões em fundos excedentes do Tesouro para os programas do Federal Reserve e US$ 26 bilhões em fundos de empréstimos diretos do Tesouro não utilizados”, afirmou Mnuchin.

Na carta a Powell, o secretário diz que os programas do Fed, protegidos pelo Tesouro com fundos autorizados pela Lei Cares, alcançaram seu objetivo.

“Os bancos têm capacidade para atender às necessidades de empréstimos de seus clientes corporativos, municipais e sem fins lucrativos”, afirmou Mnuchin.

“Os bancos têm capacidade de empréstimo para atender às necessidades de empréstimos de seus clientes corporativos, municipais e sem fins lucrativos”, disse ele.