Temos que reabrir o país; alguns querem mantê-lo fechado, diz Trump

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O presidente norte-americano, Donald Trump, em coletiva de imprensa / Foto: Casa Branca

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a reabertura da economia norte-americana o mais rápido possível, contrariando recomendações de especialistas de seu próprio governo, e disse que seus críticos querem manter o país fechado por questões políticas.

“Temos que abrir nosso país, não temos escolha”, disse Trumpe, em entrevista à “Fox News”. Ao ser questionado se a reabertura colocaria o dinheiro acima das vidas das pessoas, o presidente respondeu: “As pessoas que querem ver a coisa certa acontecer, concordam comigo. Temos que abrir nosso país”.

“Sabe, se depender de algumas pessoas, vamos mantê-lo fechado por um longo tempo e assistir os Estados Unidos descerem os tubos. Não vai acontecer. Nunca vai acontecer sobe minha observação.” Ao ser questionado se seus oponentes políticos querem que ele mantenha a economia fechada nas eleições presidenciais, Trump disse: “Sim, sim. Sim. Acho que é uma coisa política”.

O presidente também criticou o depoimento do diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, a um Comitê do Senado na terça-feira. Fauci disse ser improvável que uma vacina contra covid-19 esteja pronta antes do início do ano letivo nas escolas.

“Então, Anthony é uma boa pessoa, uma pessoa muito boa – discordei dele”, disse Trump. “Temos que abrir as escolas, temos que abrir nosso país, temos que abrir nosso país. Agora queremos fazê-lo com segurança, mas também queremos fazê-lo o mais rápido possível, não podemos continuar assim. Você já está tendo confusão nas ruas, não pode fazer isso. Temos que abrir. Eu discordo totalmente dele sobre as escolas”.

Trump disse que os jovens tendem a não ficar tão doentes por causa do novo coronavírus e têm menores taxas de mortalidade. “Acho que temos que abrir nossas escolas, os jovens são muito pouco afetados por isso”, afirmou.

No depoimento ao comitê do Senado, Fauci também alertou que a retirada prematura de restrições para conter o vírus levaria a “sofrimento e morte” e “atrasaria o relógio em vez de avançar”.