Temor sobre preços da Petrobras e greve está no radar, mas pode ser exagerado

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Foto: Divulgação/Petrobras

São Paulo – As ações da Petrobras (PETR4) fecharam a quarta-feira (13) em queda de 4,83%, com as notícias recentes sobre uma possível greve de caminhoneiros no dia 1º de fevereiro e a reclamação da Associação Brasileira dos Importadores Independentes de Combustíveis (Abicom) junto ao Cade sobre a prática de preços predatórios.

Na visão dos analistas da XP Investimentos, as notícias resgatam a lembrança de um dos períodos mais difíceis da história da estatal, em maio de 2018 quando ocorreu a greve dos caminhoneiros e os preços do petróleo atingiram patamares de US$ 75-80/barril.

Eles destacam também que o mercado pode ter reagido de forma exagerada com as notícias e ressaltam que “embora os preços da gasolina e diesel da Petrobras estejam abaixo das referências internacionais, isso só aconteceu nos últimos 6 dias (desde 7 de janeiro), o que não acreditamos ser um período significativo para formar conclusões sobre a política de preços da Petrobras.”

“Além disso, observamos que, desde que a atual diretoria da Petrobras assumiu em 2019, a Petrobras parou de praticar reajustes diários nos preços dos combustíveis, embora ainda mantendo níveis estáveis de prêmios de paridade. Consideramos essa prática prudente, uma vez que mitiga a propagação de volatilidade desnecessária para o mercado nacional de combustíveis”, apontaram os analistas.

Sobre a greve, a XP diz que investigou junto à órgãos do governo como o Ministério da Infraestrutura, que mantém contato com a categoria profissional, bem como a Confederação Nacional dos Transportes, e eles não identificaram grande risco de greve geral em 1º de fevereiro de 2021.