Taxa de desemprego recua 12,5% em abril e atinge 13,2 mi de pessoas

Por Olívia Bulla

São Paulo – A taxa de desocupação da população brasileira foi estimada em 12,5% no trimestre móvel até abril, ficando 0,5 ponto percentual (pp) acima do observado no trimestre anterior (12,0%), referente ao período entre novembro de 2018 e janeiro de 2019, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou em linha com a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 12,5%. Já na comparação com o mesmo período anterior, referente ao trimestre móvel de fevereiro a abril do ano passado, quando estava em 12,9%, houve uma queda de 0,4pp, segundo o IBGE.

Ao final de abril deste ano, a população desocupada somava 13,2 milhões de pessoas, alta de 4,4% (mais 552 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, de novembro de 2018 a janeiro de 2019, mas estável no confronto com igual trimestre do ano passado.

Por sua vez, a população ocupada totalizou 92,4 milhões de fevereiro a abril deste ano, estável em relação ao trimestre anterior e alta de 2,1% frente a igual período de 2018 (mais 1,937 milhão de pessoas). Segundo o IBGE, a população fora da força de trabalho somou 65 milhões, permanecendo estável frente ao trimestre de novembro de 2018 a janeiro de 2019 e em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Com isso, a taxa de subutilização da força de trabalho atingiu 24,9%, com altas de 0,7pp em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano e de 0,4pp na comparação com igual período do ano passado. Segundo o IBGE, a população subutilizada somou 28,4 milhões e é recorde da série histórica, iniciada em 2012, com altas em ambas as comparações: +3,9% (mais 1,063 milhão) e +3,7% (1,001 milhão), respectivamente.

Ainda assim, o IBGE destaca que o emprego no setor privado com carteira assinada voltou a crescer, depois de 16 trimestres seguidos de queda, com alta de 1,5% no trimestre encerrado em abril, na comparação com o mesmo período de 2018. Foram gerados 480 mil postos de trabalho formais, totalizando 33,1 milhões de pessoas.

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, porém, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) seguiu estável. Da mesma forma, o total de trabalhadores por conta própria somou 23,9 milhões, também estável na comparação com o trimestre anterior, mas com alta de 4,1% em relação ao mesmo trimestre de 2018 (mais 939 mil pessoas).

Já em relação à renda, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.295 no período entre fevereiro e abril deste ano, estável nas duas bases de comparação. Por sua vez, a massa de rendimento médio real habitual dos ocupados nos últimos três meses até o mês passado foi estimada em R$ 206,8 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas com alta de 2,8% frente ao mesmo período de 2018.

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