Superávit da balança comercial chega a US$ 8,814 bi em junho

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Foto: Chanaka / Pexels

Brasília – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 8,814 bilhões em junho, resultado de exportações de US$ 32,675 bilhões e importações de US$ 23,861 bilhões. A corrente de comércio ficou em US$ 56,536 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia. No acumulado do ano, o superávit é de US$ 34,246 bilhões.

Em Junho/2022, comparado a igual mês do ano anterior, as exportações cresceram 15,6%. As importações cresceram 33,7%. Assim, a balança comercial registrou superávit com queda de 15,4%, e a corrente de comércio aumentou 22,6%, alcançando US$ 56,54 bilhões.

No acumulado Janeiro/Junho 2022, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 19,5% e somaram US$ 164,06 bilhões. As importações cresceram 29,8% e totalizaram US$ 129,81 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 34,25 bilhões, com queda de -8,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 23,9%, atingindo US$ 293,87 bilhões.

Em Junho/2022, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 30,4% em Agropecuária, que somou US$ 7,81 bilhões; queda de -24,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,14 bilhões e, por fim, crescimento de 38,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,60 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce (1.458,9%), Café não torrado (76,7%) e Soja ( 22,7%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (140,9%), Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 1,0%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (70.579,3%) na Indústria Extrativa ; Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (61,5%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (124,4%) e Gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado (154,6%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-21,1%), Mel natural (-26,1%) e Algodão em bruto (-10,5%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-40,5%), Minérios de cobre e seus concentrados (-40,1%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-3,0%) na Indústria Extrativa ; Carne suína fresca, refrigerada ou congelada (-20,3%), Produtos residuais de petróleo e materiais relacionados (-38,9%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-34,4%) na Indústria de Transformação.

No acumulado Janeiro/Junho 2022, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 27,8% em Agropecuária, que somou US$ 40,35 bilhões; queda de -7,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 36,24 bilhões e, por fim, crescimento de 31,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 86,75 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce (142,6%), Café não torrado (56,6%) e Soja (22,7%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (73,5%), Minérios de níquel e seus concentrados (65,7%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (27,1%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (58,7%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (46,5%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (92,3%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-17%), Mel natural (-34,3%) e Algodão em bruto (-7,8%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-31,5%), Minérios de cobre e seus concentrados (-20,7%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-15,1%) na Indústria Extrativa ; Carne suína fresca, refrigerada ou congelada (-18,6%), Açúcares e melaços (-9,8%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (-8,8%) na Indústria de Transformação.

Em Junho/2022, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 22,8% em Agropecuária, que somou US$ 0,56 bilhões; crescimento de 144,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,33 bilhões e, por fim, crescimento de 27,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 20,79 bilhões. A combinação destes resultados motivou ao aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos ( 67,4%), Cevada, não moída (15.386,3%) e Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( 72,5%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (288,1%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (439,6%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (182,5%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 47,4%), Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (187,5%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (64,9%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-15,4%), Cacau em bruto ou torrado ( -100,0%) e Soja (-67,4%) na Agropecuária; Diamantes industriais, trabalhados ou não (-41,9%), Minérios de cobre e seus concentrados ( -6,9%) e Gás natural, liquefeito ou não (-13,6%) na Indústria Extrativa ; Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (-93,7%), Prata, platina e outros metais do grupo da platina (-58,7%) e Obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (-26,1%) na Indústria de Transformação.

No acumulado Janeiro/Junho 2022, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 11,7% em Agropecuária, que somou US$ 2,83 bilhões; expansão de 125,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 11,76 bilhões e crescimento de 26,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 114,13 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.

Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (42,6%), Trigo e centeio, não moídos (18,9%) e Cevada, não moída (107,8%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (218,9%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (122%) e Gás natural, liquefeito ou não (126,1%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (82,4%), Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (178,3%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (56,5%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Arroz com casca, paddy ou em bruto (-67,9%), Cacau em bruto ou torrado (-76,4%) e Soja (-24,7%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-56%), Minérios de cobre e seus concentrados (-52,6%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-43,6%) na Indústria Extrativa ; Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (-89,5%), Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (-9,2%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-82%) na Indústria de Transformação.