Setor de serviços sobe 0,8% em julho e tem melhor resultado do ano

Por Flávya Pereira

São Paulo – A receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação (deflacionado), subiu 0,8% em julho em relação ao mês anterior, eliminando, assim, a perda registrada entre maio e junho (-0,7%). É o melhor resultado desde dezembro do ano passado.

Em relação a julho de 2018, o volume de serviços avançou 1,8%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, o setor de serviços acumula alta de 0,8% nos sete primeiros meses deste ano, enquanto nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 0,9%, até julho, ainda sem mostrar uma trajetória clara de recuperação.

Em base mensal, o resultado positivo foi registrado em três das cinco atividades pesquisadas com destaque para o segmento de serviços de informação e comunicação, que subiu 1,8%, ante forte queda de 2,2% em junho ante maio. Os demais avanços vieram dos setores de outros serviços (+4,6%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+0,7%).

Apesar do resultado positivo no mês, o indicador está 1,2% abaixo do resultado observado em dezembro de 2018. O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, avalia que a queda em relação ao período pode ser explicada pelo setor de transportes, que está 2,8% menor que no fim do ano passado.

“O transporte de carga, em especial o terrestre, tem uma grande aderência ao setor industrial. Esse resultado é influenciado pela magnitude da queda [da indústria], além do peso do setor de transportes, que representa 31,25% nos serviços”, comenta.

Já na comparação anual, quatro das cinco atividades pesquisadas cresceram, com destaque para atividades, serviços de informação e comunicação (3,8%), enquanto os demais avanços vieram de outros serviços (10,2%), de serviços prestados às famílias (2,6%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (0,9%).

Na outra ponta ficou o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,5%). O IBGE destacou que julho deste ano teve um dia útil a mais do que julho de 2018, o que acabou levando à efetivação de um maior número de contratos de prestação de serviços.

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