Receita do setor de serviços recua 4% em março ante fevereiro

São Paulo – A receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação (deflacionado), recuou 4,0% em março ante fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Já em relação a março de 2020, o volume de serviços avançou 4,5%. Com isso, o setor de serviços encerrou o primeiro trimestre de 2021 acumulando queda de 0,8%.

Na passagem de fevereiro para março, três das cinco atividades pesquisadas registraram queda. São elas: serviços prestados às famílias (-27,0%), com sua queda mais intensa desde abril de 2021 (-45,6%); serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,9%); e serviços de profissionais, administrativos e complementares (-1,4%).

Por outro lado, a expansão mais relevante veio de outros serviços (3,7%). Em relação aos setores de informação e comunicação houve alta de 1,9%.

Já o segmento do turismo desabou 22,0%, frente a fevereiro e 19,1% ante março de 2020. Trata-se da queda mais intensa desde abril de 2020 (-54,5%). Segundo o IBGE, o setor de turismo vinha mostrando recuperação entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, com avanço de 127,2% no período. Com a queda registrada em março, o segmento necessita ainda avançar 78,7% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020, mês que antecedeu aos efeitos da pandemia no país.