Setor de serviços recua 0,2% em agosto e acumula cinco quedas no ano

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Por Flávya Pereira

São Paulo, 11 de outubro de 2019 – A receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação (deflacionado), caiu 0,2% em agosto em relação a julho, eliminando parte da alta registrada entre julho e junho (+0,8%).

Em relação a agosto de 2018, o volume de serviços recuou 1,4%, na quarta taxa negativa não sequencial do ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o setor de serviços teve alta de 0,5% nos oito primeiros meses deste ano, enquanto nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 0,6%, até agosto, perdendo ritmo na comparação com os resultados até junho (+0,7%) e julho (+0,9%).

Em base mensal, o resultado negativo foi registrado em três das cinco atividades pesquisadas com destaque para o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,9%), seguido por setores de outros serviços (-2,7%) e de serviços prestados às famílias (-1,7%). Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação (+0,4%) e os profissionais, administrativos e complementares (+0,5%) tiveram as únicas taxas positivas em agosto.

Para o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, as taxas negativas definem o panorama do ano até aqui. “A variação negativa de 0,2% é moderada, mas as taxas negativas foram mais intensas do que as positivas, fazendo o setor de serviços ficar 1,5% abaixo do nível de dezembro de 2018”, comenta.

Já na comparação anual, duas das cinco atividades pesquisadas recuaram, com destaque para o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,9%), com a influência negativa mais relevante em agosto, seguido pelo setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,6%). A queda do setor de transportes nas duas bases de comparação, segundo Lobo, se deve à grande aderência com a atividade industrial.

Na outra ponta, a principal contribuição positiva ficou com o ramo de serviços de informação e comunicação (+4,6%), seguido de outros serviços (+5,7%) e de serviços prestados às famílias (+0,9%). O IBGE destacou que, considerando toda a série histórica – iniciada em 2011 – o volume de serviços do país se encontra 12,1% abaixo do recorde, alcançado em novembro de 2014.