Serviços no Brasil tem maior atividade desde fevereiro de 2012, diz IHS Markit

São Paulo – O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços do Brasil subiu para 55,1 pontos em agosto – maior nível desde fevereiro de 2012 -, de 54,4 pontos em julho, segundo dados do IHS Markit. A leitura, superior a 50 pontos, aponta expansão da atividade.

“A demanda por serviços brasileiros se fortaleceu em agosto em meio a relatos de maior acesso a vacinas, turismo melhorado e a retomada das operações normais em vários segmentos. A demanda de novos negócios aumentou pelo quarto mês consecutivo e a um ritmo mais rápido desde o início de 2020”, disse o instituto em um relatório.

Os dados mostraram que a demanda externa por serviços melhorou “substancialmente” no meio do terceiro trimestre, mas que o índice de novos pedidos para exportação aumentou a um ritmo menos intenso que o registrado em julho.

Os custos do setor de serviços também aumentaram. “As empresas relataram ter pago mais por alimentos, combustível, equipamentos de proteção individual (EPIs), itens de higiene, transporte e serviços públicos. A taxa geral de inflação dos custos atingiu a maior alta em quatro meses e foi uma das mais fortes desde o início da coleta de dados em março de 2007”

O IHS Markit apontou também que as tentativas dos prestadores de serviço de manter as margens de lucro levaram as empresas a repassar parte dos custos para os clientes.

“Um sinal de alerta importante nos resultados do PMI de serviços de agosto foi o ressurgimento de pressões inflacionárias, com as finanças das empresas novamente sobrecarregadas por despesas crescentes. No entanto, com os consumidores dispostos a aumentar os gastos, as empresas aumentaram seus próprios encargos novamente. A taxa de inflação dos preços de bens finais foi a terceira maior na história da pesquisa de quase 15 anos”, disse a diretora associada de economia do IHS Markit, Pollyana de Lima.