Sergio Rial diz que não deixará o Grupo Santander

Foto divulgação: Banco Santander

São Paulo – O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, disse que não deixará o banco e que está muito comprometido com ele. Rial será substituído por Mario Roberto Opice Leão a partir do dia 1 de janeiro de 2022.

O executivo falou antes da teleconferência de resultados do segundo trimestre do Santander e afirmou que sua sucessão já era planejada e que ele pode escolher seu substituto com tempo e paciência.

“Eu pude indicar a pessoa que acho que poderá comandar o Santander. Eu tive a oportunidade de testar, ver, observar, não só ele, mas outros potenciais nomes. Comprometimento, liderança, ele possui mais ambição do que eu”, disse Rial.

O executivo também afirmou que começará a transição do cargo em novembro e que visa entregar o melhor ano da história do banco para criar uma “base fenomenal para 2022.”

“Teremos outras chances para explorar a transição e potenciais riscos. A sucessão foi planejada, isso reforça a cultura do Santander. Esse é o melhor momento da empresa dos últimos 10, 15 anos”, finalizou.

CEO GLOBAL

Rial também negou que sua saída tem a ver com a possibilidade de assumir o cargo de presidente global do Grupo Santander.

“Eu acho absolutamente razoável que as pessoas especulem. Não há nada disso, eu permaneço no conselho do grupo, da nova empresa de pagamentos que o grupo está criando. Isso são coisas que se discutem no conselho. E o fato de permanecer como presidente do conselho local cria essa ponte interessante para a gente continuar nossa trajetória. Mas não tem nada”, explicou.

RESULTADO HISTÓRICO

O presidente do Santander disse que 2021 é o melhor ano da história do banco. O executivo destaca os números obtidos no segundo trimestre para justificar sua fala.

O banco reportou lucro líquido gerencial de R$ 4,17 bilhões, aumento 98,4% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

Em relação à carteira de crédito, o banco registrou um aumento de 14,4%, para R$ 510,31 bilhões, valor considerado extraordinário pelo presidente do Santander.

O valor considera, além de empréstimos, outras operações com risco de crédito (debêntures, FIDC, CRI, notas promissórias, notas promissórias de colocação no exterior, ativos relacionados a atividades de adquirência e avais e fianças).

NEGÓCIOS

O Santander projeta concorrer com empresas que desenvolvem serviços tecnológicos, disse um dos executivos durante teleconferência para apresentar os resultados do segundo trimestre. Ele citou a F1RST, empresa do grupo focado em tecnologia e que deverá ser explorado nesse mercado.

“O que estamos tentando fazer é concorrer no mesmo nível com provedores de serviços tecnológicos e com isso estamos construindo uma nova empresa. Precisamos de pessoas com capacidade nessa área”, disse o Santander.

Sobre os serviços que a F1RST poderá oferecer estão data center para outras empresas e serviços de dados para o mercado.

“Nós em primeiro lugar apresentamos essa nova empresa de tecnologia que vai incluir cerca de três mil de funcionários diretos e consultores. Estamos construindo um negócio rentável para o futuro e muito eficiente.”