Rosengren, do Fed, não vê necessidade de novos cortes de juros

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Boston, Eric Rosengren, não vê necessidade de novos cortes de juros no momento, mas pode mudar de ideia se os dados mostrarem uma maior desaceleração na economia do país.

“Temos que ter cuidado para não afrouxar muito quando não temos problemas significativos”, disse ele, em entrevista ontem à “Bloomberg”. “Devemos nos concentrar no desemprego e na inflação nos Estados Unidos e, portanto, acho que estamos em um bom local agora e há custos em afrouxar no momento em que você não precisa afrouxar”.

Segundo ele, a política monetária e fiscal dos Estados Unidos já é “acomodativa”, apoiando o crescimento. Rosengren foi um dos dois dissidentes na reunião mais recente do Fed, quando o banco central cortou a taxa básica de juros do país pela primeira vez desde 2008, para o intervalo entre 2,00% e 2,25%.

Ele afirmou ainda que incentivar as pessoas a assumirem riscos muito maiores neste momento é arriscado, e pode piorar a próxima desaceleração econômica e deixar o Fed com pouca munição para encorajar novos gastos quando for necessário.

“As condições globais são fracas. Então eu não estou dizendo que não há circunstâncias em que eu estaria disposto a afrouxar. Eu só quero ver evidências de que estamos indo para algo que é mais uma desaceleração”, concluiu Rosengren.

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