Rombo bilionário das Americanas pode se repetir na Eletrobras, diz Aeel contra 3G Capital, acionista da cia

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Foto Divulgação/ Eletrobras

São Paulo – A Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel) divulgou nota defendendo que a 3G Radar não pode gerir a companhia, após o rombo bilionário encontrado no balanço da Americanas. A 3G é a maior acionista preferencialista da Eletrobras e tem como sócios Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira, que são os principais acionistas da Americanas.

“A 3G, que quebrou a Kraft-Heinz, e agora as Lojas Americanas, não pode gerir a maior empresa de energia elétrica da América Latina. Vamos denunciar nas redes a péssima atuação do grupo 3G e mudar o destino da Eletrobras”, escreveu a associação, em seu perfil no Twitter, subindo a hashtag “#EletrobrasNãoÉAmericanas”.

A Aeel defende a reestatização da Eletrobras. O fundo 3G Radar ficou como o maior acionista preferencial da Eletrobras, com 10,88% das ações após a privaitzação, acima da BNDESPar (6,68%), braço de participações do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também possui 6,52% das ações preferenciais. O restante das ações (75,92%) está pulverizado no mercado.

Em nota, a associação afirma que a 3G Radar participou diretamente da elaboração do plano de privatização da Eletrobras “sem ter que realizar grandes investimentos”, ao mesmo tempo que tornou-se “uma das maiores acionistas, com direito a preferência no recebimento de dividendos” e uma das maiores beneficiárias de “práticas que promovem o retorno de curtíssimo prazo aos acionistas em detrimento da sustentabilidade de longo prazo da empresa”.

A Aeel também diz que a diretora de financeira Elvira Presta é considerada uma “preposta” de Jorge Paulo Lemann.

O documento também informa que o Conselho de Administração da Eletrobras, sob influência da 3G Radar, aprovou recentemente uma nova política de recompra de ações e alterou sua política de pagamento de dividendos.

“Além disso, agraciou seus executivos com aumentos de 400% e adotou um novo método para premiar seus executivos com uma remuneração variável baseada em ações. Importa apenas a busca por lucros, dividendos e bônus no curtíssimo prazo”, disse a Aeel.