Reprovação a Bolsonaro cresce a 38%, diz Datafolha

216

Por Gustavo Nicoletta

O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro com lideranças empresariais, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo – Aumentou de 33%, em julho, para 38%, em agosto, a fatia dos eleitores que consideram o governo do presidente Jair Bolsonaro ruim ou péssimo, segundo pesquisa do instituto Datafolha publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Os que consideram o governo ótimo ou bom recuaram de 33% para 29%.

A pesquisa do Datafolha ouviu 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios, e tem margem de erro de 2 pontos porcentuais (pp) para mais ou para menos.

O resultado é semelhante ao de outra pesquisa, divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o instituto MDA, segundo a qual o número de pessoas que avalia o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo passou atingiu 39,5% em agosto, de 19% em fevereiro, superando a porcentagem daqueles que avaliam a atual administração como boa ou ótima (29,4%, ante 39% anteriormente).

A pesquisa do Datafolha mostrou também que a aprovação de Bolsonaro caiu mais entre os mais ricos – de 52% em julho para 37% em agosto – e que a reprovação aumentou mais entre os eleitores do Nordeste – de 41% para 52%.

Outros indicadores referentes à imagem do presidente também pioraram. Em agosto, 32% disseram que o comportamento de Bolsonaro não está à altura do cargo (ante 25% em julho), e 44% afirmaram nunca confiar no que ele diz.

O Datafolha mostrou também que o governo do presidente é mais rejeitado por ateus (76%), moradores do Nordeste (52%), pretos (51%) desempregados (48%), pessoas com renda superior a 10 salários mínimos (acima de R$ 9.980 mensais; 46%) e mulheres (43%).

Em contrapartida, sua aprovação é maior entre empresários (48%), evangélicos neopentecostais (46%), pessoas com renda de R$ 4.990 a R$ 9.980 (39%), moradores do Sul e do Centro Oeste (37%), brancos (36%) e homens (33%).