Regulação complexa reduziu competição em leilões, diz Castello Branco

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – A ausência de competição nos leilões de jazidas de petróleo ocorridos nesta semana, em que a Petrobras foi virtualmente a única a fazer propostas pelas áreas, foi motivada por vários fatores, mas principalmente pela complexidade da regulação do setor petrolífero brasileiro, disse o presidente da companhia, Roberto Castello Branco. 

“Pode-se mencionar vários motivos para o resultado destas rodadas. Eu acredito que a principal explicação é a complexidade da regulação da indústria de petróleo do Brasil. Temos conteúdo local, contratos de partilha de produção, a cessão onerosa, a PPSA [Pré-Sal Petróleo]. Isto torna a transação muito complexa”, disse ele durante uma teleconferência.

“É essencial ter um ambiente amigável a investimentos. No Brasil, no caso do petróleo, não há. São coisas muito complexas. A Petrobras tem conhecimento e sabe como contornar estas coisas estranhas. Nos Estados Unidos, por exemplo, não há nada disso”, acrescentou.

Castello Branco também disse acreditar que o governo brasileiro vai reavaliar o ambiente regulatório com base no resultado dos leilões desta semana.

“A atual gestão da política econômica no Brasil está fazendo o melhor para se livrar destas complexidades e distorções que vão contra o desenvolvimento econômico. Acho que o governo está pensando sobre os resultados do leilão, porque não conseguimos atrair investidores de todos os países, para estas duas rodadas de leilão, e está pensando em mudar o ambiente regulatório”, afirmou.

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