Recuperação do varejo em junho supera previsão do mercado

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Foto divulgação: Sebrae

São Paulo – As vendas do comércio varejista restrito, que excluem veículos e material de construção, subiram pelo segundo mês consecutivo, em +8,0% em junho em relação a maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mensal ficou acima da previsão, de +5,00%, conforme mediana calculada pelo Termômetro CMA.

Já na comparação com junho de 2019, as vendas no varejo interromperam três quedas seguidas e oscilaram em alta, de +0,1%, contrariando a previsão de queda de -4,10%. Até junho, as vendas do varejo restrito acumulam queda de 3,1% no ano e ligeira alta de 0,1% nos últimos 12 meses. Segundo o IBGE, trata-se do menor resultado semestral desde o segundo semestre de 2016 (-5,6%).

O instituto destaca que o quadro do comércio mostra menor impacto das medidas de isolamento social diante da pandemia de covid-19 pelo segundo mês seguido. Porém, o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, observa que os resultados mensais positivos de maio (+14,4%, dado revisado) e junho eram esperados, devido à base de comparação baixa, após o tombo recorde em abril (-17%, dado revisado). “Desde o começo da pandemia, bate-se muitos recordes, tanto negativos quanto positivos, então os números estão muito voláteis”, observa.

Ainda assim, o crescimento do varejo em junho foi praticamente generalizado, distribuído em quase todas as atividades. Em base mensal, sete das oito atividades pesquisadas registraram alta, com destaque para livros, jornais, revistas e papelaria (+69,1%); tecidos, vestuário e calçados (+53,2%); e móveis e eletrodomésticos (+31,0%). A exceção ficou com o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que caiu 2,7% frente a maio.

Já na comparação com junho de 2019, houve um igual número de taxas positivas e negativas, refletindo também o número maior de dias úteis (21 dias) neste ano em relação ao mesmo mês do ano anterior (19 dias). Do lado das altas, destaque para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+6,4%); e móveis e eletrodomésticos (25,6%). Já entre as atividades que apresentaram queda, estão tecidos, vestuário e calçados (-44,5%); combustíveis e lubrificantes (-16,3%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-39,5%).