RADAR: Otimismo no exterior vai pautar mercado local

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Por Allan Ravagnani

São Paulo – Os principais índices acionários do mundo operam em alta, ainda sob a influência do mesmo driver, as negociações entre Estados Unidos e China. Desta vez a expectativa é que os negociadores consigam avanços mais significativos nas próximas rodadas, retomadas ontem em Washington.

De acordo com o boletim matinal da Correparti, o otimismo vêm de um tuíte de Trump ontem afirmando que o mandatário iria se reunir hoje com vice-primeiro-ministro chinês que é o principal negociador de comércio do país. “Além disso, Trump afirmou anteriormente que as negociações estão indo muito bem”.

Por aqui, a tendência é que o mercado siga o exterior, no entanto a notícia de que o governo norte-americano não apoiou a tentativa brasileira de se juntar à OCDE, dada em primeira mão pela “Bloomberg”, caiu como uma bomba em Brasília, fazendo com que os aliados do presidente passassem o dia buscando justificativas para a atitude de Donald Trump.

Ontem ainda a Agência Nacional de Petróleo conseguiu arrecadar R$ 8,9 bilhões em bônus de assinatura no leilão para a exploração de petróleo e gás em dez blocos na Bacia de Campos e dois na de Santos. Esperava-se conceder 36 blocos, mas a iniciativa privada só comprou 12.

EMPRESAS

Ontem a 7 Vara do Trabalho de Maceió negou os pedidos liminares do Ministério Público do Trabalho de Alagoas (MPT-AL) para bloquear R$ 2,5 bilhões da Braskem por conta do fenômeno geológico ocorrido em Maceió.

A Embraer dará férias coletivas aos funcionários que atuam nas unidades instaladas no Brasil entre os dias 6 e 20 de janeiro, disse o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Esta medida atingirá 15 mil funcionários da empresa e, segundo a entidade sindical, seria para que a empresa faça a transição do comanda de sua unidade de aviação comercial para a Boeing.

A Usiminas disse que as barragens Mina Oeste, Samambaia e Dique Oeste foram consideradas estáveis em auditoria externa, e que a inclusão destes empreendimentos no relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM) sobre barragens que não tiveram segurança atestada, decorreu de um equívoco no envio da documentação ao órgão regulador.