RADAR DO DIA: Trump recua em caso Huawei e Bolsonaro muda tom com Congresso

São Paulo – O recuo dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, em relação respectivamente a sanções aplicadas à companhia chinesa Huawei e ao trato com o Congresso Nacional devem pautar o movimento do mercado brasileiro hoje.

Nos Estados Unidos, Trump adiou as sanções à Huawei por três meses. Ontem, os mercados financeiros de lá reagiram em baixa à notícia de que o Google limitaria o acesso da companhia chinesa a seus serviços em função das restrições aplicadas pelo governo norte-americano. O adiamento das sanções trouxe alívio aos investidores – as bolsas europeias operam em alta, e na China o índice Xangai Composto também fechou em campo positivo.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro mudou o tom da retórica que vinha adotando em relação ao Congresso. “Nós valorizamos sim o parlamento brasileiro, que vai ser quem vai dar palavra final dessa questão da Previdência”, disse ele, embora tenha ressaltado que o governo prefere ver a proposta de reforma previdenciária enviada ao Congresso ser aprovada sem emendas – um cenário pouco plausível, das as manifestações de deputados em prol de alterações no texto.

Em âmbito corporativo, a Cosan informou que pagará em 23 de maio R$ 392,4 milhões aos acionistas a título de dividendos. O valor corresponde a R$ 0,99977023662 por ação ordinária. O cálculo tem como base a posição acionária de 2 de maio, sendo as ações negociadas após esta data consideradas ex-dividendos.

A agência de classificação de riscos Moody’s atribuiu rating ‘Ba1’ à emissão de R$ 1,06 bilhão da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Tasesa). A emissão é composta por uma série de R4 850 milhões em dívida sênior sem garantias e com vencimento em 2026, e outra série de R$ 210 milhões com vencimento em 2044.

O conselho de administração da Petrobras aprovou o aditivo ao contrato de cessão onerosa que obriga o governo a pagar US$ 9,058 bilhões à companhia. A aprovação, porém, foi condicionada a uma solução orçamentária por parte do governo que permita o desembolso à empresa.

O conselho de administração da Petrobras também aprovou a nomeação de Nivio Ziviani para o cargo de membro do colegiado. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas.

Wilian Miron

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