RADAR DO DIA: Semana começa de olho no exterior e Selic

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Gráfico

São Paulo – As bolsas ao redor do globo operam majoritariamente no positivo, refletindo dados da indústria chinesa que subiu para 52,8 pontos em julho e dados europeus relativos à indústria na zona do euro e da Alemanha, que subiram 51,8 pontos e 51 pontos em julho, respectivamente. Nos Estados Unidos os investidores monitoram as negociações sobre o pacote de estímulos e a divulgação de outros dados e balanços corporativos.

Por aqui, as atenções estarão voltadas essa semana para o avanço da proposta de reformas do governo Jair Bolsonaro, principalmente após ele ter dado carta branca ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para uma espécie de nova CPMF desde que se retire outros tributos.

Além disso, o pregão de hoje e amanhã deve ser de mais cautela no aguardo da decisão do Banco Central (BC) sobre a taxa Selic que sai na quarta-feira (5). A expectativa do mercado é de um corte residual na taxa em continuidade ao visto nas decisões passadas.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu durante coletiva de imprensa um bloqueio parcial e localizado e não total para não dificultar ainda mais a economia norte-americana.

A tensão entre Estados Unidos e China é outro tema que continua no radar, uma vez que as duas maiores potências veem se desentendo desde o fechamento de um consulado chinês e outro norte-americano no país asiático.

Em relação à pandemia causada pelo novo coronavírus, o número de mortes no mundo está em mais de 689 mil pessoas, de acordo com a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins, enquanto o número de casos no mundo já ultrapassou 17,9 milhões de infectados. O Brasil possui 2,7 milhões de casos confirmados, enquanto 94,1 mil pessoas morreram por causa da doença.

CORPORATIVO

A Eletrobras apresentou o plano estratégico 2020-2035 que prevê dois cenários de investimentos para o período, sendo um sem capitalização que prevê o valor total de R$ 95,1 bilhões e o outro com a capitalização no valor de R$ 201,9 bilhões.

A Cosan informou que sua subsidiária Compass Gás e Energia apresentou o pedido de companhia aberta na Categoria A na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no segmento especial de Novo Mercado da B3.

A Azul espera uma queima de caixa de R$ 3 milhões por dia para o restante do ano sem amortização de dívidas, sendo que em maio e junho ela variou entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões. No final do segundo trimestre, a projeção da companhia é de R$ 2 bilhões em liquidez.

Entre 24 a 30 de julho, o tráfego total de veículos nas rodovias registrou queda de 6,6%, sendo que os veículos de passeio tiveram queda de 23,5% e o comercial alta de 7,7%. Sem a ViaSul, o tráfego caiu 10,9% no período, sendo que os leves caíram 26,4% e o comercial teve alta de 2%.

Os acionistas da Smiles Fidelidade aprovaram o pagamento de dividendo no valor de R$ 103,6 milhões, o que corresponde a R$ 0,835074 para cada ação ordinária, já deduzidos os juros sobre capital próprio (JCP) pago em 2019.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, atendeu o pedido de tutela provisória incidental da Petrobras referente a responsabilidade de subsidiária do tomador de serviço pelos débitos trabalhistas de empresa terceirizada.

A Multiplan nomeou Hans Christian Melchers para o cargo de diretor, em substituição a Alberto José dos Santos, que deixará a empresa para se aposentar.

A Rumo recebeu a renúncia de Marcelo de Souza Scarcela Portela ao cargo de membro titular do conselho de administração da companhia. Segundo a operadora, a posição ficará vaga até nova deliberação.