RADAR DO DIA: Mercados mostram recuperação após perdas históricas

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São Paulo, 13 de março de 2020 – Após registrar tombos históricos em função do agravamento do Covid-19, nome da doença do coronavírus, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhecer o surto como pandemia, e Donald Trump suspender voos da Europa para o país por 30 dias, os mercados europeus e os futuros norte-americanos mostram recuperação, enquanto o mercado asiático fechou no campo negativo.

Por aqui, o Ibovespa encerrou a sessão de ontem em queda de 14,78%, aos 72.582,53 pontos, registrando a segunda maior queda percentual da história, diante do pânico que atingiu novos patamares em função do coronavírus.

Há rumores de Trump pode voltar atrás ao anúncio de uma proibição de 30 dias dos voos que chegam ao território norte-americano vindos da Europa, dependendo de novas informações sobre o surto do coronavírus.

Além disso, os investidores continuam de olho na crise do preço do petróleo, após a Arábia Saudita aumentar a produção e reduzir os preços praticados pela estatal Saudi Aramco depois do fracasso nas negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e países aliados para uma redução coordenada da oferta da commodity. A iniciativa está relacionada ao impacto econômico do coronavírus.

No Brasil, temos 76 casos de coronavírus confirmados até o momento, com os casos suspeitos atingindo 1,427 mil. A cidade de São Paulo é onde está o maior número de casos confirmados com 41, seguido por Rio de Janeiro com 16 e Paraná com seis.

Na China, epicentro do surto, o número de mortes causadas por infecção pelo novo coronavírus subiu para 3,176 mil, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde do país. Ao todo, 80,813 mil casos foram confirmados em 31 províncias chinesas, sendo que há 147 casos suspeitos.

O governo italiano, país europeu onde a doença avançou rapidamente, anunciou medidas ainda mais restritivas com o intuito de conter a disseminação do surto do novo coronavírus no país, com o fechamento de todas as lojas, com exceção de farmácias e supermercados. Até o momento, há mais de 15 mil casos no país, dos quais 1,016 mil foram fatais.

Os mercados asiáticos, embora tenham fechados todos em queda, tiveram o mau humor amenizado após o governo japonês anunciar um pacote de US$ 1,9 trilhão para combater os efeitos do coronavírus. Porém, as dúvidas sobre o surto prevaleceram nos mercados.

As bolsas europeias, assim como os futuros norte-americanos, operam em sua maioria com alta de mais de 3%, de olho em possível reversão da decisão do Trump de proibir por 30 dias voos europeus para o país.

No dólar, o banco central brasileiro age para conter o avanço da moeda, que fechou ontem em alta de 1,25%, cotada a R$ 4,7790 para venda. A instituição anunciou um leilão à vista de dólares no mercado futuro – no valor de até US$ 2 bilhões.

Por aqui, o destaque fica por conta da guerra entre o Congresso e o governo depois da derrubada de veto presidencial sobre o Benefício de Prestação Continuada (PBC), que vai onerar ainda mais as contas do governo.

Além disso, existe a expectativa de divulgação do resultado de exame do presidente Jair Bolsonaro que pode apontar infecção do coronavírus depois de viagem aos Estados Unidos. O secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, já está em quarentena domiciliar, tendo sido confirmada a contraprova positiva para a doença.

EMPRESAS

A YDUQS, antiga Estácio, reportou lucro líquido de R$ 77 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de mais de quatro vezes na comparação anual. O lucro líquido ajustado, que engloba ajustes de despesas não recorrentes, ficou 25,9% menor e somou R$ 134, milhões na mesma base de comparação.

O lucro líquido ajustado da administradora de shoppings centers BR Malls cresceu 5,3% no quarto trimestre deste ano e somou R$ 171,413 milhões na comparação anual. Em 2019, o lucro líquido totalizou R$ 678,2 milhões, alta de 20,4% na mesma base de comparação.

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) teve lucro líquido de R$ 177,5 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 34,1% ante o mesmo período no ano anterior. O lucro líquido regulatório caiu 26,6% no período, para R$ 147,7 milhões na mesma base de comparação.

A Qualicorp registrou lucro líquido consolidado de R$ 66,7 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 30,2% na comparação com igual período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro consolidado caiu 0,6% e somou R$ 392,8 milhões.

A Vale informou que até o momento não sofreu qualquer impacto material com relação ao coronavírus em suas operações, logística, vendas ou situação financeira, assim como nenhum empregado foi testado positivamente com o Covid-19, nome do novo coronavírus.

A BRF disse que criou um comitê permanente de acompanhamento multidisciplinar formado por executivos e especialistas na área de infectologia para traçar estratégias de prevenção contra o vírus entre seus empregados.

A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a abertura de uma audiência pública sobre a especificação do “diesel verde”, um novo biocombustível que será comercializado no território nacional.

O Fleury informou que foi celebrado o primeiro aditamento o acordo de acionistas celebrado em outubro de 2015, com o objetivo de prever que a totalidade das ações detidas e que vierem a ser detidas pelos acionistas estarão sujeitas ao acordo, além de ajustes para adequação do acordo, tendo em vista à atual estrutura societária.

O conselho de administração da Usiminas aprovou a indicação do grupo NSC de Yoshiaki Shimada para o cargo de diretor vice-presidente de Planejamento Corporativo da empresa, em substituição a Takahiro Mori que renunciou ao cargo, que está sendo acumulado temporariamente por Alberto Ono, que é diretor de Relações com Investidores.