RADAR DO DIA: Atenção a EUAxChina e divulgação de vídeo

252
Gráfico

São Paulo – O último pregão da semana deve ser de muita cautela, refletindo o acirramento das tensões entre Estados Unidos e China, após o país asiático afirmar que iniciaria um processo para aplicar unilateralmente leis de segurança nacional para Hong Kong, aumentando as apostas em seu confronto com ativistas pró-democracia cujos protestos abalaram a cidade no ano passado.

A iniciativa gerou reação imediata de Donald Trump que disse que caso a China leve adiante o plano contra Hong Kong haverá uma “reação muito forte”. O receio é que tal decisão coloque em xeque o acordo fase 1 entre as duas potencias.

Internamente a expectativa é pela divulgação do vídeo da reunião interministerial entre o ex-ministro Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, deve levantar o sigilo ainda hoje. O Ministro afirmou que o vídeo deve ser divulgado até o final da tarde de hoje.

Outro tema é o depoimento do empresário Paulo Marinho que afirmou que a Polícia Federal (PF) segurou uma operação para não prejudicar a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência. Flávio Bolsonaro teria sido avisado da existência da operação entre o primeiro e segundo turno das eleições de 2018.

Em relação à pandemia causada pelo novo coronavírus, o número de mortes no mundo está em mais de 320 mil pessoas, de acordo com a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins, enquanto o número de casos no mundo já ultrapassou 5 milhões de infectados. O Brasil possui 310,087 mil casos confirmados, enquanto 20,047 mil pessoas morreram por causa da doença.

Ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 2,09%, aos 83.027,09 pontos, reagindo à reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores, na qual foi defendido que o projeto de auxílio a Estados seja sancionado com veto ao aumento de salários de servidores públicos. O índice também foi impulsionado pelas fortes altas de ações de bancos, ignorando a queda das bolsas norte-americanas diante da tensão entre China e Estados Unidos.

Nesta manhã, os contratos futuros dos principais índice do mercado de ações dos Estados Unidos apontam para uma abertura no campo negativo, diante do possível aumento de tensão entre o país e a China. Na Europa, assim como nos Estados Unidos, as bolsas operam em baixa reagindo à tensão entre Estados Unidos e China e a queda de 18,1% nas vendas do varejo britânico em abril.

Na Ásia, os principais índices do mercado de ações fecharam o pregão em campo negativo depois que Pequim anunciou que deve impor uma nova lei de segurança nacional sobre Hong Kong, podendo elevar à tensão com os Estados Unidos.

EMPRESAS

A Usiminas reverteu lucro líquido visto um ano antes e registou prejuízo de R$ 424 milhões no primeiro trimestre de 2020. No período, a receita líquida somou R$ 3,808 bilhões, alta de 8% na comparação anual.

A Cogna, antiga Kroton, reportou lucro líquido ajustado, que engloba amortização de intangível e mais valia de estoque, de R$ 46,8 milhões no primeiro trimestre do ano, queda de 85,3% na base anual. O prejuízo líquido, por sua vez, foi de R$ 39,122 milhões no primeiro trimestre do ano, reverte o lucro na comparação anual.

O conselho de administração da Usiminas aprovou a reeleição da diretoria estatutária para mais um mandato até a assembleia geral ordinária de 2022. Com isso, Sergio de Andrade permanece como presidente e Alberto Ono como vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores.

A varejista Lojas Renner reportou lucro líquido de R$ 10,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 93,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O conselho de administração das Lojas Renner aprovou um aumento de capital no valor de R$ 613,167 mil, referente ao exercício de opções de compra de ações pelos participantes aprovado em 2015, referente as outorgas de 2016, 2017, 2018 e 2019.

A agência de classificação de riscos Fitch Ratings afirmou a nota de crédito da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em BB, mas revisou para negativa a perspectiva do rating.