RADAR DO DIA: Incertezas rondam mercados e investidores seguem cautelosos

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo – Os investidores estão mais reticentes em relação aos negócios ao redor do globo, refletindo as acusações do presidente norte-americano, Donald Trump, que voltou a afirmar que China é responsável pela disseminação do novo coronavírus.

Internamente continua no radar a expectativa pela divulgação do vídeo da reunião interministerial entre o ex-ministro Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, deve levantar o sigilo do vídeo até amanhã (22).

Outro tema é a entrevista do empresário Paulo Marinho ao jornal “Folha de S.Paulo” no qual ele afirmou que a Polícia Federal segurou uma operação para não prejudicar a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência. Flávio Bolsonaro teria sido avisado da existência da operação entre o primeiro e segundo turno das eleições de 2018.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a instituição tem “espaço amplo para vender reservas internacionais e pode ampliar sua atuação no câmbio, se necessário”.

Em relação à pandemia causada pelo novo coronavírus, o número de mortes no mundo está em mais de 320 mil pessoas, de acordo com a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins, enquanto o número de casos no mundo já supera 5 milhões de infectados. O Brasil possui 291,579 mil casos confirmados, enquanto 18,859 mil pessoas morreram por causa da doença.

Ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 0,71%, aos 81.319,45 pontos, refletindo a valorização das bolsas norte-americanas, que seguem mantendo o otimismo com a reabertura de algumas economias e de estados do país.

Nesta manhã, os contratos futuros dos principais índice do mercado de ações dos Estados Unidos apontam para uma abertura no campo negativo, após as acusações de Donald Trump contra à China em meio aos casos de coronavírus.

Na Europa, as bolsas operam em queda em claro movimento de realização de lucro, após indicadores relativos às atividades na indústria e de serviços na Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro em maio mostraram discreta melhora. Mesmo assim, não aliviam as incertezas.

Na Ásia, os principais índices do mercado de ações fecharam em queda, receosos com os noticiários sobre o coronavírus e reverberando a continua tensão entre Estados Unidos e China após acusações de Donald.

CORPORATIVO

O conselho de administração da Lojas Americanas aprovou a emissão de 50 mil debêntures, em série única, não conversíveis em ações, pelo valor unitário de R$ 10 mil, perfazendo o montante total de R$ 500 milhões.

A Via Varejo explicou que um acordo de associação firmado com o Pão de Açúcar faz com que a empresa tenha direito a receber a parcela fiscal referente ao período de até junho de 2010, cujo valor ainda será apurado pela companhia, após o ganho de causa referente a exclusão de ICMS da parcela de PIS/Cofins.

O conselho de administração da Cielo aprovou a data de 24 de julho para a realização da assembleia geral ordinária e extraordinária, que inicialmente estava agendada para o dia 17 de abril, mas foi cancelada devido aos riscos associados à pandemia do novo coronavírus.

A Hapvida registrou lucro líquido com aquisições de R$ 164,6 milhões no primeiro trimestre de 2019, queda de 19,9% na comparação com o mesmo período de 2019. Sem as aquisições, houve redução de 57,6%, para R$ 87,1 milhões.

A administradora de shoppings centers Iguatemi informou que reabrirá o Shopping Center Iguatemi Porto Alegre e o Praia de Belas Shopping Center, a partir de 22 de maio.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que foram convertidas, a pedido de acionistas, 396 ações preferenciais nominativas classe A (PNA) em ações preferenciais nominativas classe B (PNB).

A Petrobras disse que negocia com a Braskem a celebração de novos contratos de longo prazo para o fornecimento de nafta petroquímica para as plantas da petroquímica na Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A Petrobras disse que não há qualquer definição sobre a emissão de R$ 3 bilhões em debêntures incentivadas, mas que avalia constantemente oportunidades que estejam alinhadas com sua estratégia financeira.