RADAR DO DIA: Atenção a reforma em juros da China, IGP-M, Oi e Petrobras

São Paulo – Os investidores devem reagir nesta segunda-feira à notícia de que a China fez mudanças no sistema de cálculo dos juros que norteiam as taxas cobradas nos empréstimos dos bancos às empresas.

Sob o novo regime, a taxa referencial para estes empréstimos deixa de ser a taxa básica de juros e passa a estar vinculada às linhas de financiamento de médio prazo que o banco central oferece às instituições financeiras. Essa taxa é menor do que a que vem sendo praticada, e deve gerar crédito mais barato.

Analistas apontam que este tipo de estímulo monetário evita a saída de capital do país – visto que a taxa básica de juros segue inalterada – e deve proporcionar uma redução gradual do custo das empresas com o financiamento bancário.

Esta alteração no cálculo dos juros pelos chineses era esperada pelo mercado porque já havia sido sinalizada pelas autoridades locais, mas pode haver uma reação mais intensa do mercado à notícia em função do contexto de desaceleração econômica no país e de guerra comercial entre a China e os Estados Unidos.

No Brasil, no lado macroeconômico, o Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,68% na segunda prévia de agosto, ante alta de 0,53% em igual período do mesmo indicador em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IGP-M acumula altas de 4,08% no ano e de 4,94% em 12 meses, até meados deste mês.

No setor corporativo, a Oi afirmou que ela e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estão em um consenso quanto à execução do plano de recuperação da companhia. A nota, enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na sexta-feira à noite, vem em resposta a uma reportagem segundo a qual a agência reguladora estaria avaliando tomar a concessão de telefonia fixa da empresa por causa dos resultados financeiros fracos da operadora.

A Anatel também desmentiu a reportagem em nota publicada na sexta-feira e negou a possibilidade de intervir na Oi ou de declarar caducidade da concessão por causa do prejuízo de R$ 1,5 bilhão reportado pela empresa para o segundo trimestre deste ano.

A Petrobras registrou pedido de emissão de R$ 3 bilhões em debêntures na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação envolverá duas séries de papéis que serão corrigidos pela inflação, com vencimento em 2029 e 2034, e uma série sem correção monetária com vencimento em 2026.

A produção de aço bruto no Brasil recuou 20,6% em julho, para 2,449 milhões de toneladas, quando comparado ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados preliminares do Instituto Aço Brasil (IABr).

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) disse que assinou um protocolo de intenções com o município de Mauá para elaborar estudos e avaliações para o equilíbrio das relações comerciais e da dívida da cidade com a empresa.

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