RADAR DO DIA: Atenção a ações de estatais, ata do BCE e disputa da CPMF

São Paulo – O mercado brasileiro deve reagir aos anúncios feitos ontem pelo governo federal a respeito da privatização de empresas estatais – algo que deve mexer principalmente com as ações da Eletrobras, Banco do Brasil e da Petrobras.

Ontem, após o fechamento do mercado, o governo federal anunciou a inclusão de oito empresas na lista de estatais cuja privatização está em fase de avaliação. Entre as mais importantes, estão os Correios, a Telebras, e a Codesp.

O governo também disse que pretende vender 20,785 milhões de ações do Banco do Brasil. Esta participação equivale ao excedente de ações em relação ao mínimo necessário para que a União mantenha o controle acionário do banco.

A Eletrobras ficou fora da lista apresentada ontem porque a privatização da companhia requer aprovação do Congresso, mas também está na fila da venda de ativos.

O governo também disse que não sabe se vai privatizar a Petrobras integralmente, mas sinalizou que a venda da área de refino está sendo avaliada pela equipe econômica.

A empresa já está em processo de venda de parte das refinarias que possui, mas o anúncio do governo indica que toda a divisão sairá das mãos da estatal próximos anos.

Até o momento, a Petrobras divulgou que pretende colocar à venda oito refinarias que, em conjunto, tem capacidade para processar 1,1 milhão de barris por dia de petróleo – ou quase metade da capacidade de refino no Brasil.

A venda delas ocorrerá em duas fases. Na primeira, iniciada hoje, estão incluídas a Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná, e a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul.

Depois, devem ser vendidas a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), a Refinaria Gabriel Passos (REGAP), a Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) e a Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR).

Ainda em relação a assuntos políticos, ao longo da quarta-feira ficou mais evidente que a reforma tributária a ser proposta pela equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro trará algum tipo de imposto semelhante à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Até então, a proposta era defendida publicamente apenas pelo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, mas ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que se o imposto for reinstituído com uma alíquota “pequenininha” não vai machucar. O presidente Jair Bolsonaro se manifestou em ocasiões anteriores contra a reinstituição da CPMF, assim como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Vale lembrar, porém, que a equipe econômica conseguiu convencer Bolsonaro a mudar de posição em relação à adoção de idade mínima para a aposentadoria. Ele era contra a medida quando deputado, mas uma vez presidente passou a defendê-la.

No exterior, atenção à ata do Banco Central Europeu (BCE), divulgada mais cedo. O documento mostrou que, na última reunião de política monetária, foi discutido um pacote de estímulo que poderia incluir corte de juros e compras de ativos. Boa parte do mercado acha que esse pacote será anunciado em setembro.

No noticiário corporativo brasileiro, o conselho de administração da Lojas Renner aprovou um aumento de capital de R$ 16,333 milhões, decorrente dos exercícios de opções de compra de ações pelos participantes da 10a contratual e 11a outorgas do Plano de Opção de Compra de Ações.

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